O valor ainda não está fechado, mas o governo distrital já foi avisado que o banco vai precisar de ajuda financeira
Por Misto Brasília – DF
Informações que circulam no mercado financeiro indicaram que o Banco de Brasília (BRB) pediu ao governo do Distrito Federal aporte de recursos para garantir operações num futuro próximo.
De acordo com uma auditoria independente e o Banco Central, esse valor deve chegar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões. Atualizado às 17h28.
Esse valor ainda não está definido, mas como o governo distrital detém 54% das ações, já foi avisado sobre essas dificuldades.
O MoneyTimes informou que o BRB disse que que não há insuficiência patrimonial e que tem plena capacidade de recompor seu capital caso eventuais prejuízos sejam confirmados.
A instituição informou ainda quepossui um plano de capital para cenários de estresse, que não foi acionado.
A recomposição de capital poderá ser feito também por outras ações que estão sendo estudadas pela nova direção do banco estatal.
Nas investigações que a Polícia Federal está fazendo e pelas análises extraoficiais, o BRB teria comprado R$ 12 bilhões em títulos inexistentes do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central.
O BRB pretendia comprar o Master, mas o negócio foi suspenso pelo BC, embora tenha sido autorizado pela Câmara Legislativa do DF.
O Ministério da Fazenda informou, em nota divulgada nesta segunda-feira (19), que o ministro Fernando Haddad não tratou, “nem formal nem informalmente”, com o governo do Distrito Federal ou com a direção do banco sobre o caso envolvendo a instituição financeira estatal.
Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, Haddad teria dado um ultimato.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias as investigações sobre suspeitas de irregularidades na operação de venda do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Na decisão da semana passada, Toffoli afirma que houve um pedido da Polícia Federal por mais prazo.
Segundo a mídia, no pacote de negócios com o Banco Master, o BRB comprou R$ 1,6 bilhão em fundos que tinham ações na Ambipar. Os fundos são Kyra FIA e Naples FIM CP.
Ao identificar que os papéis eram podres, com a queda das ações da Ambipar em meados de julho de 2025, o BRB revendeu as ações, recebendo outros ativos do Master em troca.
De acordo com informações apuradas pelo Metrópoles, o contrato previa esse direito de revenda. Nessa “devolução”, o BRB teve prejuízo em valor ainda não divulgado.
