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China tem a menor natalidade desde 1949

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A economia da China não cresceu nos últimos anos como o esperado/Arquivo/Xinhua

O índice de nascimento é 17% mais baixo do que no ano anterior e a população diminuiu, segundo o governo

Por Misto Brasil – DF

Em quase 80 anos, desde a fundação da República Popular da China em 1949, nunca nasceram tão poucos bebês quanto no ano passado no gigante asiático.

Foram 7,92 milhões de nascimentos, ou seja, 5,63 por mil habitantes, índice 17% mais baixo do que no ano anterior.

A população do segundo país mais populoso do mundo diminuiu em 3,39 milhões em 2025, indicam os dados oficiais publicados nesta segunda-feira (19) pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONE).

Com uma taxa de mortalidade de 8,04 por mil habitantes, a população total caiu para cerca de 1,404 bilhão de pessoas.

Neste ritmo, a população chinesa poderia encolher para cerca de 800 milhões até o ano de 2100, de acordo com projeções da Organização das Nações Unidas (ONU).

Isto equivaleria à perda de aproximadamente 600 milhões de pessoas – quase três vezes a população atual do Brasil, estimada em 213,4 milhões de pessoas em setembro passado.

O dado representa o quarto ano consecutivo de contração, depois que a população chinesa perdeu 850 mil pessoas em 2022.

Este já havia sido o primeiro declínio desde 1961, quando o número de habitantes diminuiu, em consequência da fome derivada de uma fracassada política de industrialização.

Em 2023, a população da Índia ultrapassou a da China, contando com aproximadamente 1,464 bilhão de pessoas.

O Partido Comunista enfatizou nos últimos três anos que o país precisa de um sistema que “aumente as taxas de natalidade e reduza os custos da gravidez, do parto, da escolarização e da criação”.

O presidente chinês,Xi Jinping, já classificou a crise demográfica como um “assunto vital”.

Nos últimos meses, Pequim implementou medidas para tentar reverter a queda dos nascimentos, como subsídios diretos de 3,6 mil yuans anuais (cerca de R$ 2,7 mil) por cada menor de três anos e planos para que o parto seja coberto pelo seguro nacional de maternidade antes de 2026.

Da mesma forma, o governo anunciou no fim de 2025 uma revisão integral da política de preços das creches para reduzir os custos da educação pré-escolar e reforçar o apoio à natalidade, conforme informou a DW.

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