O caso está sendo investigado no Hospital Anchieta, de Taguatinga. Três vítimas foram identificadas
Por Misto Brasília – DF
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga três mortes no Hospital Anchieta, em Taguatinga. As mortes teriam sido provocadas de propósito por três técnicos de enfermagem.
Veja as imagens logo abaixo. Veja também a nota do hospital
Outros casos também podem ter acontecido no próprio hospital ou em outros estabelecimentos de saúde que os profissionais eventualmente trabalharam. Os três foram presos na semana passada durante a Operação Anúbis (deus grego da morte).
O caso somente foi revelado oficialmente nesta segunda-feira (19) pela manhã numa entrevista coletiva com as autoridades policiais.
Os nomes dos suspeitos não foram revelados, mas um deles é um homem de 24 anos e duas mulheres.
Os técnicos teriam injetado produtos na veia dos pacientes provocando a morte quase imediata das vítimas, uma professora aposentada de Taguatinga com 75 anos.
Um servidor de Riacho Fundo I de 63 anos e um servidor público de 33 anos que mora em Brazlândia, também teriam sido as vítimas.
Segundo a Polícia Civil, as aplicações foram feitas no mesmo dia, após a paciente ter várias paradas cardíacas.
Em outra ocasião, o homem de 24 anos aproveitou que o sistema do hospital estava aberto na conta de um médico, receitou um medicamento “errado”, buscou na farmácia, e aplicou nas três vítimas sem consultar a equipe médica.
Duas aplicações foram feitas no dia 17 de novembro do ano passado e uma no dia 1° de dezembro.
Segundo a Polícia Civil, para disfarçar a autoria do crime, o técnico de enfermagem fazia massagem cardíaca nos pacientes para tentar reanimá-los.
De acordo com a diretora do Instituto Médico Legal, Márcia Reis, de acordo com o g1, os pacientes tinham gravidades diferentes.
Em todos os casos, a piora súbita das vítimas chamou a atenção do hospital e dos investigadores.
Em nota, a família da vítima de 63 anos disse que acreditava que a morte foi por causas naturais, até que, em 16 de janeiro, foi informada sobre o crime.
Também em nota, o Hospital Anchieta disse que, “ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos na Unidade de Terapia Intensiva”, instaurou um comitê interno para investigar os casos e, a partir dos resultados, pediu a abertura de um inquérito policial.
Nota do Hospital Anchieta
“O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.
Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.
Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.
