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Dólar começa a semana em ritmo de queda

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O valor do dólar tem variações muito altas que coloca em cheque a política cambial/Arquivo/Agência Brasil

Em apenas cinco pregões, o principal índice da B3 subiu 8%, impulsionado pelo movimento das maiores empresas da bolsa – caso da Vale

Por Misto Brasil – DF

dólar iniciou a última semana de janeiro em ritmo de queda com a continuidade das incertezas geopolíticas, risco de uma nova paralisação do governo dos Estados Unidos e expecativas para a ‘Super Quarta’.

Nesta segunda-feira (26), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,2797, com leve queda de 0,12%. Ibovespa oscila aos 178,2 mil pontos.

O movimento acompanhou a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em queda de 0,53%, aos 97.069 pontos.

Leia – ouro atingiu o recorde de R$ 27.020 a onça

O dólar manteve o ritmo de perdas ante as moedas globais com incertezas geopolíticas. Com a instabilidade gerada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, os investidores têm migrado para outros ativos considerados “seguros” como ouro e prata.

O ouro, por exemplo, ultrapassou a marca de US$ 5.100 por onça-troy durante a sessão e encerrou as negociações desta segunda-feira em novo recorde. O contrato mais líquido do ouro, com vencimento em fevereiro, teve alta de 2,06%, a US$ 5.082,50 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os investidores estrangeiros já aportaram R$ 12,3 bilhões nas ações brasileiras. O movimento é tão forte que já equivale a quase metade do dinheiro que entrou na bolsa no ano passado, de R$ 26,7 bilhões – na contabilidade líquida, ou seja, o tanto que as entradas superam as saídas.

Esse é o grande motivo para o Ibovespa ter rompido recorde após recorde nesta semana, já na faixa dos 179 mil pontos.

Em apenas cinco pregões, o principal índice da B3 subiu 8%, impulsionado pelo movimento das maiores empresas da bolsa – caso da Vale, que também chegou aos picos históricos. No ano, alta já soma 11%. Em 12 meses, 46%.

Enquanto isso, o dólar permaneceu abaixo dos R$ 5,30, nos menores níveis desde novembro do ano passado. (Com informações do InfoMoney, MoneyTimes e InvestNews)

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