E a expectativa é de que a influência global chinesa cresça ao longo da próxima década, segundo uma pesquisa realizada em 21 países
Por Misto Brasil – DF
Em janeiro, mesmo mês em que os Estados Unidos anunciaram sua saída de 66 organizações multilaterais, a China recebeu líderes canadenses, finlandeses e britânicos.
Na ocasião, o presidente chinês, Xi Jinping, disse ao premiê britânico, Keir Starmer, que a ordem internacional está “sob grande pressão” e defendeu a construção de um “ordeiro mundo multipolar”.
A mensagem não é novidade na retórica diplomática chinesa, mas tornou-se mais recorrente em meio à retirada dos EUA dos palcos internacionais, especificamente de iniciativas que tratam de mudanças climáticas, trabalho e migração – áreas que o presidente Trump considera parte da agenda progressista “contrária aos interesses” nacionais.
Enquanto isso, a China segue fazendo parte dessas entidades agora desprezadas pelos EUA, e tem se destacado globalmente.
E a expectativa é de que a influência global chinesa cresça ao longo da próxima década, segundo uma pesquisa de opinião recente realizada em 21 países – dez deles membros da União Europeia – pelo think tank Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR, na sigla em inglês).
“A diferença de poder [entre a China e os EUA] era bem mais clara no passado”, pontua Claus Soong, analista do think tank berlinense Instituto Mercator para Estudos da China (Merics). “Agora, esse gap está cada vez menor.”
Embora os EUA ainda sejam a nação mais poderosa do mundo, afirma Soong, a China os está alcançando “muito rapidamente”.
