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Varejo tem crescimento de 6,7% e competição será maior

Comércio varejo shopping black fridey Misto Brasília

Movimentação em shooping de Brasília em evenbto da promoção da Black Friday sábado/Arquivo/Reprodução vídeo

Eventos de grande impacto, como a Copa do Mundo e as eleições podem ajudar a destravar demanda e compensar as pressões recentes sobre volume

Por Misto Brasil – DF

O varejo alimentar brasileiro encerrou 2025 com faturamento estimado em R$ 1,4 trilhão, ante R$ 1,3 trilhão em 2024. Representa um crescimento nominal de 6,7% no período, e um crescimento de 2,3% deflacionado.

O resultado consolida o canal alimentar — formado por supermercados, mercados e atacarejos, excluindo bares, restaurantes, hotéis, farmácias e o e-commerce — como um dos pilares da economia.

O segmento manteve crescimento em linha com a estimativa de fechamento do PIB do boletim Focus para o ano, mantendo sua representatividade de 11%, em um ano onde todas as modalidades de varejo foram desafiadas pelos efeitos climáticos, pelas famílias endividadas, baixo índice de confiança do consumidor e juros altos.

Segundo a empresa de inteligência de dados Scanntech, o desempenho de 2025 reflete um consumidor que, apesar da desaceleração da inflação, dos baixos níveis de desemprego e de uma leve recuperação da renda média, seguiu adotando uma postura cautelosa.

A plataforma analisa mais de R$ 1 trilhão em faturamento, com cobertura nacional e representatividade de lojas de todos os formatos, em cidades de todos os portes e regiões.

Uma coleta em nível granular que não demanda o uso de médias simples, com este nível de robustez é sem precedentes e assegura o mais elevado nível de precisão estatística.

Para 2026, a Scanntech vê um ambiente de competição mais intensa, com vetores adicionais de estímulo ao consumo, possíveis mudanças no cenário econômico, redução gradual dos juros, isenção total de imposto para pessoas com renda até R$ 5 mil ou redução para renda até R$ 7.350.

E de eventos de grande impacto, como a Copa do Mundo e as eleições. Esses fatores podem ajudar a destravar demanda e compensar as pressões recentes sobre volume.O crescimento do varejo deve vir menos de preços e mais da capacidade de atrair fluxo, ganhar participação e especialmente operar com maior eficiência.

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