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Dolar tem o menor valor desde maio de 2024. Bolsa bate recorde

Ibovespa bolsa brasileira B3 Misto Brasil

O Brasil possui poucos investidores na bolsa e ainda são conservadores/Arquivo/Pampa

O ambiente externo ainda favorável a mercados emergentes, com fluxo global relevante de capitais em direção a ativos de maior retorno

Por Misto Brasil – DF

dólar à vista perdeu força ante o real, destoando do movimento observado no exterior, após a divulgação dos dados do mercado de trabalho mais fortes nos Estados Unidos, conforme apontado pelo Payroll, e dia de recorde intradia do Ibovespa.

Nesta quarta-feira (11), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,1876 (-0,18%), menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024.

A análise feita pelo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, considera que o dólar encaminha para fechamento em queda perante o real.

O ambiente externo ainda favorável a mercados emergentes, com fluxo global relevante de capitais em direção a ativos de maior retorno — movimento que segue beneficiando o real, apesar do payroll mais forte nos EUA.

No plano doméstico, o desempenho positivo do Ibovespa, sustentado acima dos 190 mil pontos, reforçou a percepção de apetite ao risco.

Mesmo com o dado de emprego americano reduzindo a probabilidade de cortes agressivos do Fed, o mercado tratou o relatório como insuficiente para reverter a tendência de rotação de fluxos para emergentes, permitindo que o real permanecesse forte em relação ao dólar.

O Ibovespa ultrapassa a marca. A alta de hoje foi de amplos 2,03%, aos 189.699,12 pontos, um ganho de 3.769,79 pontos e o maior patamar de fechamento da história, pela primeira vez acima dos 189 mil.

Durante a sessão, foi mais longe: chegou aos 190.561,18 pontos, o maior nível já alcançado em todos os tempos e o 11º recorde histórico sacramentado só em 2026, em 29 pregões realizados.

A ação da Braskem saltava 4,93%, a R$ 10,85, às 15h48, após a Câmara dos Deputados aprovar nesta quarta-feira (11) projeto de lei complementar que reduz os tributos das indústrias química e petroquímica enquadradas em regime fiscal especial até sua migração para um novo modelo, com vigência a partir de 2027.

Com o projeto, o governo federal deve elevar de R$ 1 bilhão para R$ 3,1 bilhões a fatia do Orçamento destinada ao Regime Especial da Indústria Química (Reiq) em 2026. A proposta ainda precisa da aprovação do Senado.

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