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STF tem métodos errados e não pode errar

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Sessão de julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal/Arquivo/Divulgação/STF

O Supremo Tribunal usou, sem provocação, os aparelhos do Estado, como a Polícia Federal e a Receita Federal

Por Genésio Araújo Júnior – DF

Enquanto você se preparava para a alegria da terça-feira de Carnaval, a Polícia Federal levava tristeza para possíveis criminosos que teriam quebrado o sigilo fiscal de autoridades.

Muito justo, pois o sigilo fiscal legítimo, seja de autoridade ou do povo, é uma das garantias da democracia. Agora vamos ao problema.

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O STF usou, sem provocação, os aparelhos do Estado, como a Polícia Federal e a Receita Federal, para tentar chegar a quem estaria tendo acesso a informações contra ele e suas famílias.

Mais problema. Neste momento de revelações sobre a investigação do Banco Master, em que a opinião pública recebeu informações de que agentes do Supremo também merecem ser investigados, não é bom?

Vemos o que estamos vendo.

O sistema brasileiro não permite que, para atingir uma boa solução, se use o método errado.

O Supremo Tribunal Federal, como se sabe, é o último a acertar ou errar. O STF não é infalível e vai errar muito mais vezes pela frente ao longo de sua história.

O problema é que, nesses dias de aquário, não deveria errar.

 

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