Só passou a pedir a data de nascimento de novos usuários em 2019, antes de estender essa exigência a todos os perfis em 2021
Por Misto Brasil – DF
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, lamentou nesta quarta-feira (18) a demora do Instagram em identificar de forma eficaz usuários menores de 13 anos, que, em teoria, estão proibidos de cadastrar uma conta na rede social.
Zuckerberg foi ouvido em um tribunal de Los Angeles, nos EUA, no âmbito de um processo movido contra a Meta e o Google.
As empresas são acusadas de terem deliberadamente projetado, respectivamente, o Instagram e o YouTube de modo a torná-los viciantes para usuários jovens.
O Instagram, por exemplo, só passou a pedir a data de nascimento de novos usuários em 2019, antes de estender essa exigência a todos os perfis em 2021.
“Adicionamos novas ferramentas de detecção ao longo dos anos”, afirmou o cofundador do Facebook. No entanto, “acho que poderíamos ter chegado a esse ponto mais cedo”, admitiu.
Na semana passada, o chefe do Instagram, Adam Mosseri, também depôs no julgamento, rejeitando categoricamente a ideia de que redes sociais sejam viciantes.
“Tenho certeza de que já disse que estava viciado em uma série da Netflix quando maratonei até tarde da noite, mas não acho que isso seja a mesma coisa que dependência clínica”, afirmou Mosseri.
Durante a audiência, o advogado de acusação, Mark Lanier, apresentou um documento interno de 2018 que estimava que, em 2015, havia quatro milhões de contas do Instagram pertencentes a crianças com menos de 13 anos.
Na época, o Instagram calculava que 30% das crianças de 10 a 12 anos nos Estados Unidos estavam na plataforma.
Hoje, a rede social agora utiliza ferramentas de identificação que ajudam a verificar a idade de um usuário, principalmente com base no conteúdo publicado e nas interações;
