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Donald Trump decide por uma tarifa global de 10%

Donald Trump presidente eleito Estados Unidos Misto Brasil

Donald Trump tomou posse como presidente dos EUA no dia 20 de janeiro/Arquivo/Divulgaçào/DT

Em coletiva de imprensa, ele classificou de “decepcionante” a decisão do Suprema Corte, que determinou que não está autorizado a impor tarifas globais

Por Misto Brasil – DF

“Portanto, com efeito imediato, todas as tarifas de Segurança Nacional, da Seção 232, e as Tarifas existentes da Seção 301 permanecem em vigor, com plena força e efeito”, declarou o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta sexta-feira (20).

Esta tarifa de 10% todo todos os países tem validade de até cinco meses sem a necessidade de autorização do Congresso Nacional. O objetivo é equilibrar a balança de pagamento com o fim das tarifas variadas aplicadas sobre produtos de vários países, inclusive o Brasil.

Leia – consequências após Suprema Corte considerar tarifaço ilegal

Em coletiva de imprensa, ele classificou de “decepcionante” a decisão do Suprema Corte do país, que determinou que o chefe de Estado não está autorizado a impor tarifas globais.

“Tenho vergonha de certos membros da Corte por não terem tido a coragem de fazer o que é certo para o nosso País”, declarou ele em coletiva à imprensa. “Países estrangeiros que vêm nos explorando há anos estão eufóricos, dançando nas ruas — mas não estarão dançando por muito tempo!”.

Trump culpou o juízes que, segundo ele, representam o partido Democrata e interesses estrangeiros.

Hoje (20), A Suprema Corte anulou as tarifas que são a peça central de sua política econômica e uma importante ferramenta de política externa – mas que também aumentaram os custos para consumidores e empresas.

A decisão, por 6 votos a 3, do tribunal conservador foi sua primeira grande sentença contra a controversa visão expansiva de Trump sobre o poder presidencial.

“O Presidente reivindica o poder extraordinário de impor unilateralmente tarifas de valor, duração e alcance ilimitados”, escreveu o Juiz Presidente John Roberts.

“Considerando a amplitude, o histórico e o contexto constitucional dessa autoridade reivindicada, ele deve identificar uma autorização clara do Congresso para exercê-la.”

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