A candidatura ao Palácio Tiradentes continua em banho-maria. O senador tem conversado com a cúpula do MDB, mas também não há nada definido
Por Misto Brasil – DF
Após circular a informação de que lideranças petistas teriam afirmado que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) finalmente aceitou o pedido do presidente Lula da Silva (PT) para disputar o governo de Minas, a presidente do PT no estado, deputada estadual Leninha, negou que haja definição até o momento.
Enquanto mantém em ‘banho-maria’ o desejo do presidente em tê-lo como candidato ao governo de Minas, o senador intensificou as conversas com o MDB.
O partido é uma opção citada no entorno do parlamentar desde o ano passado, mas a hipótese ganhou força nos últimos dias.
Em nota, a dirigente reconheceu que Pacheco é um nome com densidade política, mas afirmou que o diálogo segue em curso e que, sob sua gestão, o debate será conduzido no grupo de trabalho eleitoral e nas instâncias partidárias de forma coletiva, “pensando no melhor para Minas e para o Brasil”.
Leninha inicia a nota dizendo: “é público que sempre reconhecemos em Rodrigo Pacheco um nome com densidade política para a disputa ao Governo de Minas Gerais. Seguimos dialogando dentro de um cenário mais amplo, que também envolve as definições nacionais do partido”.
“Agora é hora de acompanhar os próximos capítulos, inclusive as discussões sobre uma possível mudança partidária. Recebemos esse processo com expectativa, responsabilidade e otimismo. Queremos recolocar Minas no centro do debate nacional, como já aconteceu em momentos históricos com lideranças como Juscelino Kubitschek, Itamar Franco e Tancredo Neves”.
Antes do Carnaval, Pacheco conversou por três vezes com integrantes da cúpula do MDB, conforme jornal O Tempo.
Nas conversas, deixou claro o desejo de retornar à legenda, onde foi candidato a prefeito de Belo Horizonte em 2016.
O senador também disse a dirigentes emedebistas que não tem o desejo de concorrer ao Palácio Tiradentes. A versão do senador a integrantes do MDB tem sido rechaçada por interlocutores do Planalto que cravam um acerto entre Pacheco e Lula para que ele concorra ao governo.
