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Como pensam os líderes mundiais após os ataques dos EUA

Ataque EUA contra o Irã Misto Brasil

Bombeiros fazem o serviço de emergência após os ataques contra o Irã/Reprodução/Vídeo/BBC

O presidente francês, Emmanuel Macron, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas

Por Misto Brasil – DF

Após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques no Irã no sábado (28), alguns líderes mundiais apoiaram a ação militar, enquanto outros instaram os Estados Unidos a reduzir a tensão.  

Segundo os meios de comunicação social iranianos, foi vista uma nuvem de fumaça no centro da cidade e ouvidas três explosões no centro de Teerã. Há também notícia de longas filas nas bombas de gasolina de Teerão, com os habitantes a tentar deixar a cidade.

Além de Israel, a retaliação iraniana deve atingir vários Estados do Golfo Pérsico aliados dos países ocidentais, nomeadamente os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Bahrein e o Qatar. Uma pessoa terá morrido em Abu Dhabi, nos EAU, vítima de um míssil, segundo a cadeia de televisão Sky News.

Ainda não se sabe sobre o número de mortes, mas as primeiras informações indicam que 50 pessoas morreram nos primeiros ataques ao Irã.

Pelo menos 51 pessoas morreram numa escola feminina da cidade de Minab, província de Hormozgan, no sul do Irão após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel este sábado.

A informação foi avançada pelo governador da região, citado pela agência de notícias iraniana Tasnim que está ligada ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.

O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, o general Mohammad Pakpour, e o ministro da Defesa iraniano, Amir Nasirzadeh, foram mortos na sequência da ofensiva israel-americana desta manhã, de acordo com três fontes familiarizadas com o assunto ouvidas pela Reuters.

Segundo a imprensa estatal da Síria, quatro pessoas morreram e várias outras ficaram feridas no país após o lançamento de um míssil iraniano.

A zona atingida foi uma área industrial em Sweida, no sul do território sírio.

O que disseram os líderes mundiais

O presidente francês, Emmanuel Macron, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“A escalada em curso é perigosa para todos. Ela precisa parar”, disse Macron.

“O regime iraniano precisa entender que agora não tem outra opção a não ser se engajar de boa fé em negociações para pôr fim aos seus programas nucleares e balísticos, bem como às suas atividades de desestabilização regional.”  

O Irã não deve ter permissão para desenvolver armas nucleares, e a Grã-Bretanha não quer ver uma escalada para um conflito regional mais amplo, disse um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. 

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, país que vinha mediando as negociações nucleares entre os EUA e o Irã, declarou: “Nem os interesses dos Estados Unidos nem a causa da paz mundial são bem servidos por isso. E oro pelos inocentes que sofrerão. Exorto os Estados Unidos a não se envolverem ainda mais. Esta não é a guerra de vocês.”  

A Rússia afirmou que os Estados Unidos e Israel mergulharam o Oriente Médio em um “abismo de escalada descontrolada”. 

Nas primeiras horas do ataque, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defendeu a nova rodada de conflitos.

“Durante 47 anos, o regime do aiatolá clamou por ‘Morte a Israel’ e ‘Morte à América’. Derramou nosso sangue, assassinou muitos americanos e massacrou seu próprio povo”, disse ele em um comunicado”.

“Não podemos permitir que esse regime terrorista assassino se arme com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade.”

governo do Brasil condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, neste sábado (28). Veja a nota logo abaixo.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores expressou grave preocupação com a situação e lembrou que os bombardeios ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes.

Para o Itamaraty, a negociação é o único caminho viável para a paz, “posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”.

Em Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu uma nota, publicada na rede social X, onde diz estar a acompanhar a situação e que “a prioridade é a segurança dos cidadãos portugueses”.

O presidente do governo espanhol criticou os ataques norte-americanos e israelitas deste sábado no Irão.

Na rede social X, Pedro Sánchez fala de uma “ação militar unilateral” que significa “uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, já reagiu aos ataques coordenados de Israel e dos EUA ao Irão. Diz a nota publicada no X:

“Os desenvolvimentos no Irã são extremamente preocupantes. Mantemos um contacto estreito com os nossos parceiros na região”.

“Reafirmamos o nosso compromisso inabalável com a salvaguarda da segurança e da estabilidade regionais”.

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