O levantamento destaca que das 5.570 cidades brasileiras, 2.095 estão expostas a riscos geo-hidrológicos, onde vivem 75% da população do Brasil
Por Misto Brasil – DF
Eventos climáticos extremos que impactaram diretamente 336.656 pessoas e geraram prejuízos econômicos da ordem de R$ 3,9 bilhões em 2025, segundo o relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil, elaborado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
A publicação divulgada recentemente ressalta que o ano passado foi o terceiro mais quente registrado no planeta, chegando a 1,47 graus Celsius (°C) acima dos níveis pré-industriais (1850–1900).
No Brasil, o verão de 2024/2025 foi o sexto mais quente desde 1961, gerando ondas de calor inéditas, secas, incêndios e enchentes.
A levantamento descobriu que oito unidades federativas registraram secas em 100% de seus territórios: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.
O Sul do país foi a região que mais sofreu prejuízos: cerca de R$ 1,5 bilhão.
Os prejuízos públicos foram mais elevados no município de Belterra (Pará), em função de um episódio de chuva extrema ocorrido em março de 2025, com custos de assistência médica, saúde pública e atendimento de emergências médicas de cerca de R$ 356 milhões de reais.
Em relação aos desabrigados, o maior número foi registrado em Beruri no Amazonas, com 4.039 pessoas afetadas pelas inundações de julho de 2025.
O maior número de desalojados foi registrado em Belém no Pará, onde 10.012 pessoas precisaram deixar temporariamente suas residências em função de chuvas intensas ocorridas no mesmo período.
