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Guerra de bastidores antes da campanha começar

Ex-prefeito Gilberto Kassab PSD Misto Brasil

Ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, preside o PSD/Arquivo

A corrida presidencial já saiu do papel e ganha os contornos dentro dos partidos que podem definir o sucesso ou a derrota em outubro

Por Genésio Araújo Júnior – DF

Máquinas politico-eleitorais podem não eleger presidentes da República no Brasil, mas podem definir quem perde. Foi assim com o MDB por muitos anos.

Este março começa com Lula da Silva sabendo que tem que acertar mais, e Flávio Bolsonaro errar menos.

Flávio Bolsonaro quer derrotar Lula da Silva em outubro, mas até agosto ele parece decidido a derrotar o PSD, a nova grande máquina politico-eleitoral do Brasil.

No Rio, terra mãe do bolsonarismo, Eduardo Paz, do PSD, já rouba grandes pedaços do bolsonarismo. Sem Carlos Bolsonaro, indo para Santa Catarina, parece jogo perdido.

Em Minas já se sabe que ele quer derrotar o PSD, que vai ter governador, com a saída de Romeu Zema, do Novo.

Em São Paulo, ele oficializou o Tarcísio de Freitas como seu coordenador local e nacional. Empurra Gilberto Kassab para fora da chapa de reeleição do governo paulista.

Só um besta não vê que Flávio Bolsonaro quer humilhar o grande bruxo da política brasileira, Kassab, presidente nacional do PSD, que tem três presidenciáveis.

Jair Bolsonaro se elegeu sem máquina partidária a seu favor. Flávio Bolsonaro age como se raio caísse no mesmo lugar.

É bom lembrar que a história se repete a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa.

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