A maioria das vítimas seria de meninas de 7 a 12 anos de idade, segundo fontes iranianas. Ataques teriam matado 1,2 mil pessoas
Por Misto Brasil – DF
Os ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã já causaram ao menos 1.230 mortos, de acordo com dados divulgados na manhã desta terça-feira (10), baseados em informações do grupo humanitário Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano.
Um dos mais devastadores bombardeios teria matado 165 alunas e funcionários de escola primária feminina na cidade de Minab, no sul do país, logo no primeiro dia da guerra.
A maioria das vítimas seria de meninas de 7 a 12 anos de idade, segundo fontes iranianas. O incidente foi condenado pela Unesco, agência da ONU para a cultura e a educação, e pela ativista da educação vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai.
Dias após o ocorrido, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, assegurou que as forças americanas “não atacariam deliberadamente uma escola” e disse que Washington iria investigar o caso.
No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia culpado o próprio Irã pelo ataque. “Pelo que vi, isso foi feito pelo Irã”, disse a repórteres a bordo do Air Force One.
Questionado nesta segunda-feira sobre o porquê de ele ser a única pessoa em seu governo a fazer tal acusação, Trump disse:
“Porque simplesmente não sei o suficiente sobre isso” e acrescentou, em relação à investigação que estaria sendo feita pelo governo americano sobre o incidente, que “seja lá o que o relatório mostrar, estou disposto a conviver com ele”.
Na sexta-feira, o jornal americano The New York Times noticiou que os EUA provavelmente foram responsáveis pelo ataque, com base em uma análise de imagens de satélite, vídeos e reportagens online.
O jornal e outros veículos de comunicação dos EUA também noticiaram no fim de semana, citando imagens de vídeo da agência de notícias iraniana Mehr News, que a escola foi atingida enquanto um míssil Tomahawk americano aparentemente atingiu uma base naval vizinha da Guarda Revolucionária Iraniana.
Segundo o New York Times, os EUA são o único país envolvido neste conflito que possui esse tipo de armamento.
