Os contratos do Brent chegaram a cair até 10%. Por volta das 6h25 (horário de Brasília), o barril era negociado a US$ 90
Por Misto Brasil – DF
Os preços do petróleo ampliaram as perdas nesta terça-feira (10), à medida que investidores avaliam comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito no Oriente Médio e sobre o fluxo de petróleo pelo estratégico Estreito de Ormuz.
Os contratos do Brent chegaram a cair até 10% antes de reduzirem parte das perdas. Por volta das 6h25 (horário de Brasília), o barril era negociado com queda de cerca de 8%, a US$ 90.
A CNBC informou que o petróleo bruto dos Estados Unidos também recuava 7,4%, para aproximadamente US$ 87 por barril. As quedas ocorrem após o petróleo ultrapassar os US$ 100 na segunda-feira.
Também nesta terça-feira, o CEO da gigante saudita Aramco alertou que a guerra ameaça provocar “consequências catastróficas” para o mercado global de petróleo.
Amin Nasser afirmou, durante teleconferência de resultados, que o conflito provocou “uma reação em cadeia severa” e “um efeito dominó drástico” que vai além do transporte marítimo, atingindo setores como aviação, agricultura, indústria automotiva e outras atividades.
“Quanto mais tempo durar a interrupção, mais drásticas serão as consequências para a economia global”, disse. Ele acrescentou que se trata, “de longe, da maior crise” já enfrentada pela indústria de petróleo e gás da região.
Trump havia sinalizado na segunda-feira que o conflito com o Irã poderia terminar em breve, o que ajudou a pressionar os preços do petróleo para baixo. Mais tarde, porém, alertou que Teerã seria atingida “vinte vezes mais forte” caso tentasse interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
“Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora”, escreveu o presidente Donald Trump em uma publicação na rede Truth Social na segunda-feira.
O que diz a agência de energia
Em comunicado divulgado na segunda-feira, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, afirmou que participou de uma reunião dos ministros de Finanças do G7 a convite da França para discutir as perspectivas da economia global e a escalada do conflito no Oriente Médio.
“Discutimos todas as opções disponíveis, incluindo disponibilizar ao mercado os estoques emergenciais de petróleo da IEA”, disse.
Os países membros da agência mantêm mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas emergenciais de petróleo, além de outros 600 milhões de barris em estoques da indústria mantidos sob obrigação governamental.
Birol acrescentou que segue em contato próximo com ministros de Energia de diversos países, incluindo Arábia Saudita, Brasil, Índia, Azerbaijão e Singapura.
