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Raízen quer renegociar R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras

Loja supermercado Pão de Açúcar Misto Brasil

Uma das unidades do Pão de Açúcar, bandeira que pertence ao GPA /Arquivo/Divulgação

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O pedido de recuperação extrajudicial foi protocolado na Justiça de São Paulo, numa proposta que foi negociada previamente

Por Misto Brasil – DF

Raízen informou nesta quarta-feira (11) que protocolou na Justiça de São Paulo um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras.

Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a proposta foi negociada previamente com parte dos principais credores financeiros.

Até o momento, credores que representam mais de 47% dessas dívidas já aderiram ao plano, percentual suficiente para o ajuizamento do pedido e que indica apoio relevante à reestruturação.

Com o início do processo, a empresa terá prazo de 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para o plano ser homologado pela Justiça. Se aprovado, os novos termos passam a valer para a totalidade dos créditos abrangidos.

A proposta prevê diferentes alternativas para reorganizar o passivo do grupo. Entre elas estão a possibilidade de capitalização pelos acionistas, conversão de parte das dívidas em participação acionária na companhia, troca de parte dos créditos por novas dívidas, reorganizações societárias e eventual venda de ativos.

O caso da renegociação do GPA

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou na terça-feira (10) que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial.

A iniciativa, que prevê a reestruturação de cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas e busca reforçar o caixa no curto prazo, não surpreendeu analistas que acompanham a companhia, segundo especialistas ouvidos pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

O GPA encerrou o quarto trimestre de 2025 com 728 lojas no Brasil, somando as bandeiras Extra Mercado, Mini Extra, Pão de Açúcar e Minuto Pão de Açúcar. A base foi reduzida em relação a 2023, quando a companhia tinha 767 unidades, o que representa o fechamento de 39 lojas no período.

“A recuperação extrajudicial, assim como a judicial, é um instrumento voltado para uma melhoria organizacional e de estrutura societária, para que as empresas respirem, revejam dívidas e projetem a vida no longo prazo”.

Segundo Mendonça, o movimento ocorre em um momento de transição na liderança da companhia. Em janeiro, o GPA promoveu mudanças na alta administração e substituiu o CEO, o que, na visão dele, indica que a reestruturação já vinha sendo planejada.

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