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Irã emite ameaça global. Israel continua com os ataques

Ataque EUA contra o Irã Misto Brasil

Bombeiros fazem o serviço de emergência após os ataques contra o Irã/Reprodução/Vídeo/BBC

Porta-voz militar iraniano, general Abolfazl Shekarchi, advertiu que qualquer lugar do mundo não serão mais seguros

Por Misto Brasil – DF

O principal porta-voz militar do Irã, general Abolfazl Shekarchi, alertou que “parques, áreas de lazer e destinos turísticos” em todo o mundo não estarão seguros para os inimigos de Teerã, renovando as preocupações de que o Irã possa realizar ataques além do Oriente Médio.

“A partir de agora, com base nas informações que temos sobre vocês, mesmo parques, áreas de lazer e destinos turísticos em qualquer lugar do mundo não serão mais seguros para vocês”, disse Shekarchi em um comunicado.

Foi citado pela televisão estatal iraniana na sexta-feira, o que deve reacender os alarmes das agências de segurança europeias.

O Catar e os Emirados Árabes Unidos anunciaram que suas agências de segurança desmantelaram células de agentes iranianos após o início da guerra.

Desde o início da guerra, observadores estimam que até um terço dos ataques eliminaram dezenas de membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e da Basij, em uma campanha implacável de ataques de precisão para desmantelar a complexa estrutura de segurança do regime.

As Forças de Defesa de Israel continuam divulgando vídeos da cabine de comando de seus ataques aéreos contra as forças Basij e da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) para demonstrar sua rapidez de atuação, enquanto cidadãos comuns continuam postando vídeos mostrando as consequências desses ataques.

Apesar do bloqueio nacional da internet imposto pelo regime, Israel estaria coletando informações sobre alvos a partir de vídeos e fotos de cidadãos iranianos comuns, que frequentemente marcam a conta em farsi das forças armadas israelenses, às vezes em nome de manifestantes mortos na região.

Segundo fontes internas no Irã com quem a Euronews conversou na época, cerca de 32 mil pessoas teriam sido mortas até meados de janeiro, após Teerã responder com violência à crescente onda de protestos em todo o país, inicialmente desencadeada em dezembro pela hiperinflação e pelo alto custo de vida, mas que posteriormente se transformou em grandes manifestações contra o regime.

Os veículos de imprensa semioficiais noticiaram a prisão de mais de 100 pessoas em todo o Irã, a maioria acusada de conspiração com estados inimigos ou de compartilhar informações da mídia com entidades estrangeiras. Pelo menos 14 foram acusadas de posse de antenas parabólicas da Starlink ou placas de rede privada virtual (VPN).

A Starlink tem sido uma das únicas formas de acesso à internet global desde o início do apagão sem precedentes em 8 de janeiro.

Segundo relatos, o governo também bloqueou partes da internet interna do Irã e revogou alguns cartões VPN concedidos a pessoas com empregos especializados.

O Centro de Documentação de Direitos Humanos do Irã, um grupo sediado nos EUA, afirmou que pessoas foram detidas por tirarem fotos que identificavam a localização de postos de controle, bases e instalações militares, segundo a AP.

As autoridades também continuam detendo pessoas ligadas aos protestos de janeiro, ex-presos políticos e membros de minorias.

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