No mercado brasileiro, o ouro à vista acompanha o movimento externo e o câmbio, com o preço do grama (24k) ao redor de R$ 766
Por Misto Brasil – DF
O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (26), refletindo um movimento de ajuste após a queda no fechamento e um ambiente externo mais cauteloso.
Na abertura, a moeda era negociada na faixa de R$ 5,24, indicando valorização frente ao real. A cotação atual gira em torno de R$ 5,26.
O movimento reflete maior cautela dos investidores, com busca por proteção em meio a incertezas no cenário internacional.
Na agenda do dia, investidores monitoram indicadores econômicos dos Estados Unidos, especialmente dados de atividade e inflação, que podem alterar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve.
No cenário internacional, a escalada do conflito no Oriente Médio voltou a afetar os mercados nesta quinta-feira. A incerteza sobre um possível fim da guerra impulsionou os preços do petróleo e pressionou bolsas ao redor do mundo, reforçando o movimento de aversão ao risco e favorecendo o dólar.
No Brasil, o principal destaque da agenda econômica é a divulgação do IPCA-15 de março, considerado uma prévia da inflação oficial. O dado é acompanhado de perto por investidores por seu potencial de influenciar as expectativas para a política monetária.
O economista da Ourominas, Mauriciano Cavalcante, comentou que ouro iniciou o dia próximo a estabilidade no mercado internacional, com a onça troy cotada ao redor de US$ 4.465,59.
No mercado brasileiro, o ouro à vista acompanha o movimento externo e o câmbio, com o preço do grama (24k) ao redor de R$ 766. A variação segue moderada, refletindo tanto a oscilação do dólar quanto ajustes nos preços internacionais da commodity.
O movimento do ouro indica leve redução da demanda por ativos de proteção, em linha com o maior apetite ao risco observado nos mercados globais. Ainda assim, sustentado por incertezas econômicas e expectativas sobre juros nos Estados Unidos.
No fluxo global, há indícios de realização de lucros após altas recentes, com parte do capital migrando para ativos de maior risco. Mesmo assim, o ouro permanece como importante instrumento de proteção diante de um cenário internacional ainda incerto.
