Misto Brasil

Nas eleições de outubro podem concorrer 18 governadores

Eduardo Leite durante visita na Expoagro Afubra em Rio Pardo/Arquivo/Divulgação

Compartilhe:

A impossibilidade de reeleição força governadores a antecipar decisões estratégicas com a proximidade do prazo de desincompatibilização

Por Misto Brasil – DF

A eleição de 2026 deve provocar uma reconfiguração relevante no comando dos estados. Dos 27 governadores em exercício, 18 não poderão disputar um novo mandato por já terem sido reeleitos, o que amplia o espaço para rearranjos políticos e acelera a busca desses nomes por novos cargos.

A mudança não se limita à troca de candidatos. A impossibilidade de reeleição força governadores a antecipar decisões estratégicas, especialmente com a proximidade do prazo de desincompatibilização.

Leia – Ibaneis assina o ato de renúncia em festa na Ceilândia

A eleição de 2026, que renovará dois terços das cadeiras da Casa, tende a intensificar essa disputa.

Até abril, quem pretende concorrer a outro cargo precisa deixar o comando do estado, abrindo espaço para a posse dos vices e alterando o equilíbrio político local, informou o InfoMoney.

Esse período costuma estimular trocas de legenda e reorganização de alianças, especialmente em um cenário com tantas cadeiras estaduais em aberto.

A definição oficial, no entanto, ocorre apenas meses depois. As candidaturas precisam ser aprovadas nas convenções partidárias e, posteriormente, registradas na Justiça Eleitoral, etapa que formaliza a entrada dos nomes na disputa.

Com a impossibilidade de continuidade em 18 estados, o Senado aparece como destino natural para parte desses governadores. Historicamente, o cargo funciona como uma extensão de carreira política para chefes do Executivo estadual, além de oferecer maior visibilidade nacional.

A corrida pelo Senado vem sendo tratada por grupos da direita como estratégica para ampliar influência institucional, enquanto o governo Lula busca fortalecer uma base aliada capaz de equilibrar essa correlação de forças.

Governadores com menor capital político ou maior rejeição tendem a buscar vagas na Câmara dos Deputados, onde o custo eleitoral é diluído.

Nesse caso, a estratégia permite manter presença no cenário político sem enfrentar uma disputa majoritária mais restrita, como ocorre no Senado.

Quem já deixou o cargo

Um dos primeiros a renunciar foi o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Ele é pré-candidato à Presidência da República. O mineiro também é citado como possível vice de Flávio Bolsonaro (PL),

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo para disputar o Senado. Ele, porém, foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e está inelegível por oito anos. Ainda ca

Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) trabalham com a possibilidade de candidatura à Presidência pelo PSD.

Leite já afirmou que pode permanecer no cargo até o fim do mandato caso não viabilize uma candidatura à Presidência.

Se as renúncias se confirmarem, os vices assumem os governos estaduais. No Rio Grande do Sul (RS), Gabriel Souza (MDB) assume; no Espírito Santo (ES), Ricardo Ferraço (MDB); em Goiás (GO), Daniel Vilela.

Também devem assumir Otaviano Pivetta (MT), Celina Leão (DF), Lucas Ribeiro (PB), Hana Ghassan (PA), Edilson Damião (RR) e Mailza Assis (AC).

Fonte e arte: Nexo

Fonte e arte: Congresso em Foco

Sair da versão mobile