O Relatório Anual sobre Antissemitismo da Conib baseou-se em dados de 2025, quando foram registradas 1.428 denúncias ou ocorrências
Por Sionei Ricardo Leão – DF
Os casos de antissemitismo no Brasil cresceram 149% em comparação com o ano de 2022, de acordo com estudo divulgado pela Confederação Israelita do Brasil (Conib) nessa segunda-feira (30), em São Paulo.
O Relatório Anual sobre Antissemitismo 2025 da Conib baseou-se em dados de 2025, quando foram registradas 1.428 denúncias ou ocorrências, das quais 989 foram classificadas como contendo expressões de antissemitismo.
O volume de denúncias válidas em 2025 representa uma queda de 44,7% em relação a 2024, mas um aumento de 149,1% em relação a 2022, marco inicial da série histórica, detalha a Conib.
Na interpretação do presidente da confederação, Claudio Lottenberg, essa edição de 2025 registra uma realidade desafiadora, a consolidação desse ódio em patamares historicamente elevados.
“Já não se trata de um pico isolado, mas de um novo normal de hostilidade, que exige não apenas vigilância permanente, mas também uma estratégia de resiliência comunitária sistêmica e profissionalizada”, comenta o presidente da Conib.
Pelas definições da Aliança Internacional da Memória do Holocausto, antissemitismo pode exprimir como ódio em relação aos judeus. Isso inclui manifestações retóricas e físicas de orientadas contra indivíduos, seus bens, instituições comunitárias e instalações religiosas judaicas.
Pelas dados, 46% dos judeus já sofreram antissemitismo na vida profissional, no Brasil. Entre as pessoas ouvidas, 43,72% tem uma visão pessimista, pois consideram que o antissemitismo vai aumentar muito nos próximos cinco anos.
A Conib também alerta sobre uma baixa histórica sobre temas como o holocausto. Além disso, 59,2% dos brasileiros se resumem as redes sociais como fonte para se informarem sobre o conflito Israel-Palestina.
No universo da internet, o Instagram é a mídia com mais ocorrências sobre antissemitismo, 37,13%. No Twitter, foram registradas 13,88% da denúncias e 11,63% no Facebook.
A Conib produziu o relatório em articulação com federações e associações estaduais judaicas e com apoio da Stand With US.
