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CPI do Crime Organizado no Senado entra na fase final

Senador Alessandro Vieira Senado política Misto Brasil

Senador Alessandro Vieira foi eleito pelo estado do Sergipe/Roque Sá/Agência Senado

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A CPI também aprovou nova convocação de Campos Neto e prevê ouvir o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

Por Misto Brasil – DF

Com prazo até 14 de abril, a CPI do Crime Organizado no Senado entra na fase final dos trabalhos com foco nas investigações sobre o Banco Master e a tentativa de avançar sobre um esquema de fraudes financeiras, estelionato e lavagem de dinheiro.

O relator, senador Alessandro Vieira, iniciou a elaboração do relatório final, mas também articula a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias para aprofundar a apuração do caso. O pedido ainda depende do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Com o prazo apertado, a comissão tem adotado medidas para contornar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que vêm limitando o avanço das investigações.

Entre as estratégias, os senadores reaprovaram quebras de sigilo de empresas ligadas a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, com votação individualizada para atender exigências da Corte.

Ainda assim, o colegiado enfrenta obstáculos. O STF concedeu habeas corpus a nomes convocados, como o ex-governador do DF, Ibaneis Rocha, desobrigando seu comparecimento. Situação semelhante ocorreu com o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

O principal ponto de tensão permanece na atuação do STF. Decisões de ministros têm restringido o acesso a informações sigilosas e a condução de depoimentos, o que, segundo o relator, dificulta o andamento das investigações.

A CPI também aprovou nova convocação de Campos Neto e prevê ouvir o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre a fiscalização da autoridade monetária nas operações envolvendo o Banco Master.

O foco da comissão é investigar a possível inserção de organizações como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho no sistema financeiro.

O relatório final deve incluir pedidos de indiciamento de agentes públicos e representantes do setor financeiro, em uma tentativa de evitar um desfecho sem conclusões, como ocorreu na CPMI do INSS, encerrada sem relatório no fim de março.

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