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Galípolo diz que mesmo com inflação baixa há sensação de perdas

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Galípolo durante sabatina na CAE do Senado Federal/Arquivo/Lula Marques/Agência Brasil

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O presidente do Banco Central disse que a população sente diretamente o impacto do nível elevado acumulado em vários choques

Por Misto Brasil – DF

Durante a abertura do XII Seminário Anual de Política Monetária, promovido pelo FGV IBRE nesta segunda-feira (06), no Rio de Janeiro, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, traçou um diagnóstico detalhado sobre o cenário econômico global e os desafios atuais da política monetária.

Em sua fala, ele destacou que a economia mundial atravessa um período incomum, marcado por sucessivos choques de oferta que alteraram a leitura tradicional dos indicadores e ajudaram a gerar uma desconexão entre dados oficiais e a percepção da população.
Segundo Galípolo, o mundo enfrentou uma sequência de quatro choques de oferta relevantes nos últimos anos, sendo o mais recente ainda em curso, associado às tensões geopolíticas recentes e seus efeitos sobre cadeias produtivas, energia e logística global.

Esse contexto, na avaliação do presidente do BC, ajuda a explicar por que, mesmo em países onde a inflação vem desacelerando, a sensação de perda de bem-estar econômico persiste.

“Essa dissonância está muito relacionada ao fato de que nós, bancos centrais, somos focados em meta de inflação, enquanto a população está focada no nível de preços”, afirmou.

Ele explicou que essa diferença de foco é central para entender o momento atual. Enquanto a política monetária atua sobre a variação dos preços, a população sente diretamente o impacto do nível já elevado, acumulado após sucessivos choques.

“Você pode ter uma inflação baixa e conviver com um nível de preços alto, especialmente porque a renda das pessoas não cresceu na mesma velocidade”, disse.

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