Ícone do site Misto Brasil

Irã pede “correntes humanas” contra bombardeios

Lançado de míssel guerra Irã Misto Brasil

Lançador de míssel é filmado antes que um míssil atinja o veículo iraniano/Reprodução/Israel

Compartilhe:

O apelo do vice-mninistro dos esportes era particularmente dirigido a jovens, atletas, artistas, estudantes universitários e professores

Por Misto Brasil – DF

Irã pediu nesta terça-feira (07) que os seus cidadãos formem “correntes humanas” contra usinas energéticas ao redor do país, a fim de protegê-las de ataques ameaçados pelos Estados Unidos.

O presidente americano, Donald Trump, afirmara que a República Islâmica teria até a noite de hoje (21 horas em Brasília) para reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial em tempos de paz, sob o risco de ver sua infraestrutura civil dizimada.

Leia – Trump afirma que proposta de cessar-fogo é “insuficiente”

“Estaremos lado a lado para afirmar: atacar a infraestrutura pública é um crime de guerra“, afirmou o vice-ministro dos esportes, Alireza Rahimi, citado pela agência de notícias Reuters.

O apelo era particularmente dirigido a jovens, atletas, artistas, estudantes universitários e professores, segundo ele. “Usinas de energia, que são nossos bens e capitais nacionais, independentemente de gostos ou posições políticas, pertencem ao futuro do Irã e à juventude iraniana.”

A ameaça de Trump mira, sobretudo, usinas de energia e pontes no Irã. “Todo o país pode ser destruído em uma única noite”, disse o americano. Ele já prorrogou prazos anteriores repetidamente e sugeriu que este seria definitivo.

Por sua vez, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira que 14 milhões de iranianos se voluntariaram para sacrificar suas vidas na guerra. “Eu também estive, estou e permanecerei pronto para dar minha vida pelo Irã”, ele escreveu numa rede social.

A população do Irã é de 90 milhões.

O país já formou correntes humanas no passado ao redor de instalações nucleares durante períodos de tensão elevada com o Ocidente, informaram as agências, Ap, Reuters e DW.

Sair da versão mobile