Ícone do site Misto Brasil

Galípolo garantiu que regras foram respeitadas no caso Master

Gabriel Galípolo Banco Central audiência Senado Misto Brasil

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, durante audiência no Senado/Arquivo/Saulo Cruz/Agência Senado

Compartilhe:

O presidente do Banco Central confirmou que o Banco Central identificou indícios de fraude no caso Banco Master

Por Misto Brasil – DF

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu nesta terça-feira (8), durante depoimento à CPI do Crime Organizado, que o tratamento dado ao Banco Master seguiu o rito regulatório mais estrito possível. Para Galípolo, desobedecer uma regra considerada inadequada não é solução: “Dois erros não vão fazer um acerto.”

O argumento foi que desde 2018, todas as 16 resoluções de liquidação de instituições financeiras respeitaram os prazos estabelecidos pela regulação: dez anos para bancos grandes, oito anos para bancos menores.

Qualquer desvio exigiria justificativa formal, e nenhuma foi apresentada que sustentasse a exceção.

O presidente do Banco Central confirmou que o BC identificou indícios de fraude no caso Banco Master e que esses indícios foram repassados ao Ministério Público e à Polícia Federal, instituições com competência legal para investigar e dar sequência ao processo.

Galípolo reforçou que cabe à Justiça definir, ao final, se os indícios se confirmam como fraude. O papel do BC, sublinhou, foi cooperar com as autoridades competentes e subsidiar as investigações com informação qualificada.

Galípolo foi questionado sobre críticas ao rito aplicado ao Banco Master.

A resposta foi que se há um problema com a regra, o caminho é o debate público e a alteração formal por quem tem competência para isso.

O presidente do BC lembrou ainda que o rigor no caso Banco Master serve para blindar a própria instituição de questionamentos futuros, evitando qualquer tipo de subsídio jurídico a contestações posteriores.

O alerta mais contundente de Galípolo veio quando ele trouxe à CPI dois casos que ainda assombram o BC. A instituição segue se defendendo judicialmente de uma liquidação de 1975 e de outro caso com mais de 20 anos, este último com fraudes análogas às encontradas no Banco Master.

Os processos movidos por acionistas dessas instituições liquidadas chegam a valores bilionários. Galípolo descreveu como esses litígios evoluem: com o tempo, toda sorte de expedientes jurídicos é acionada para questionar decisões tomadas décadas atrás.

Sair da versão mobile