No governo central, a carga tributária subiu impulsionada pelo IRRF, refletindo o avanço da massa salarial, conforme levantamento
Por Misto Brasil – DF
O terceiro ano do governo de Lula da Silva (PT) registrou a maior carga tributária da história, com 32,40% do PIB. Veja os gráficos logo abaixo.
O valor é 0,18 p.p. maior do que a correlação de impostos e PIB de 2024, segundo o Boletim de Estimativa da Carga Tributária Bruta do Governo Geral de 2025, publicado na sexta-feira (10) pelo Tesouro Nacional.
No governo central, a carga tributária subiu impulsionada pelo IRRF, refletindo o avanço da massa salarial.
Também pesaram a alta do IOF, ligada a operações de câmbio e crédito, e o aumento das contribuições ao RGPS, favorecido pelo emprego formal e pela reoneração da folha. A alta foi de 0,23 p.p.
Nos estados, houve recuo relativo da carga, de de 0,09 p.p. do PIB, puxado pela arrecadação de ICMS, que cresceu menos que o PIB devido à composição da atividade econômica.
Nos municípios, a carga avançou 0,03 p.p, com destaque para o ISS, acompanhando a expansão dos serviços, além de contribuição menor dos impostos sobre propriedade.
A composição da carga tributária manteve-se relativamente estável em 2025.
Os impostos sobre bens e serviços continuam como principal componente, apesar de leve redução em proporção do PIB (de 13,87% para 13,78%). Já os impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital registraram aumento (de 9,04% para 9,16% do PIB).
Entre as contribuições sociais, as destinadas ao RGPS cresceram (de 5,28% para 5,40% do PIB), refletindo a expansão do mercado de trabalho, enquanto as contribuições para o RPPS permaneceram praticamente estáveis.
