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Impasse em Ormuz com ações da Guarda Revolucionária

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Detalhe do Estreito de Ormuz, ponto de conflito na guerra com o Irã/Nasa

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A Guarda, que responde apenas ao líder supremo do Irã, sinalizou que decide as condições de navegação no Estreito de Ormuz

Por Misto Brasil – DF

Após um breve suspiro de alívio global com a reabertura do Estreito de Ormuz, um caminho rumo à paz, o Irã reacendeu o impasse ao disparar contra navios que tentavam cruzar a hidrovia no sábado (18).

Desencadeou uma nova escalada em meio a questionamentos sobre quem toma as decisões em Teerã, a três dias do fim do cessar-fogo e sem novas negociações de paz agendadas, conforme divulgou a Euronews.

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), que responde apenas ao líder supremo do Irã, sinalizou que decide as condições de navegação no Estreito de Ormuz, contradizendo a declaração do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, na sexta-feira (17).

Ele disse que o estreito está aberto em um corredor “coordenado pelo Irã”, e os anúncios subsequentes do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um acordo mais amplo com o Irã.

Na manhã de sábado, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) alertou que o estreito “retornou ao seu estado anterior de estrito controle militar” devido à continuidade do bloqueio dos EUA.

E então passou a disparar e hostilizar navios que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz após os anúncios de sexta-feira, enquanto o restante dos petroleiros decidiu retornar abruptamente.

Na noite de sábado, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) disse que o estreito está fechado até que o bloqueio dos EUA seja suspenso.

Alertou que “nenhuma embarcação deve se mover de sua ancoragem no Golfo Pérsico e no Mar de Omã, e aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo” e será alvo de ataques.

O principal negociador do Irã, o presidente do parlamento Mohammed Bagher Qalibaf, pareceu aderir à posição da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) no domingo (19), cerca de 24 horas após os anúncios da IRGC.

Afirmou que o estreito agora está sob controle do Irã, além de condicionar a reabertura do ponto de estrangulamento ao levantamento do bloqueio naval imposto por Washington.

“É impossível para outros atravessarem o Estreito de Ormuz enquanto nós não podemos”, disse Qalibaf à mídia semioficial iraniana, acrescentando que, se os EUA não suspenderem o bloqueio, o tráfego no Estreito de Ormuz será definitivamente restringido.”

O presidente dos EUA, Donald Trump, desdenhou no sábado as últimas manobras iranianas, dizendo que o Irã “ficou um pouco esperto”, mas que conversas “muito boas” estavam acontecendo e que mais informações seriam divulgadas até o final do sábado. “Eles não podem nos chantagear”, acrescentou.

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