Representa um duro golpe para os países exportadores de petróleo e sinaliza uma reformulação das interações energéticas globais
Por Misto Brasil – DF
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na terça-feira (28) que deixarão a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a partir de 1º de maio.
“Chegou a hora de concentrarmos nossos esforços naquilo que o nosso interesse nacional exige e no nosso compromisso com os nossos investidores, clientes, parceiros e mercados globais de energia”, afirmaram os Emirados Árabes Unidos em comunicado à agência de notícias estatal WAM.
Os Emirados Árabes Unidos explicaram que sua decisão “segue uma análise abrangente da política de produção dos Emirados Árabes Unidos e de sua capacidade atual e futura, e se baseia em nosso interesse nacional e em nosso compromisso de contribuir efetivamente para atender às necessidades prementes do mercado”.
A drástica decisão dos Emirados Árabes Unidos de abandonar a aliança dos maiores produtores de petróleo do mundo e tomar suas próprias decisões soberanas, independentemente da Arábia Saudita e dos demais membros da Opep, representa um duro golpe para os países exportadores de petróleo, responsáveis por um terço do fornecimento global, e sinaliza uma reformulação fundamental das interações energéticas globais, justamente quando a crise energética mundial se agrava devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã.
Os Emirados Árabes Unidos já criticaram anteriormente os membros da Opep pela inação e falta de apoio durante os ataques do Irã ao país do Golfo, que absorveu a maior parte dos mísseis e drones iranianos.
Para tranquilizar os mercados em meio à crescente crise energética global, os Emirados Árabes Unidos afirmaram que “continuarão a agir com responsabilidade”, acrescentando que a decisão “reforça a capacidade dos Emirados Árabes Unidos de responder às necessidades em constante evolução do mercado”.
