Grandes eventos globais funcionam historicamente como “iscas” para ataques de phishing e criação de páginas falsas
Por Misto Brasil – DF
A aproximação da Copa do Mundo, marcada para o mês de junho nos Estados Unidos, Canadá e no México, tem impulsionado não apenas o interesse de torcedores, mas também a atuação de criminosos digitais.
O aumento nas buscas por ingressos e transmissões acendeu um alerta no setor de cibersegurança, que vê no entusiasmo do público uma oportunidade para fraudes online e prejuízos financeiros.
Dados da Kaspersky indicam que grandes eventos globais funcionam historicamente como “iscas” para ataques de phishing e criação de páginas falsas.
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Essas estratégias exploram o senso de urgência para eventos e a alta demanda, levando usuários a clicar em links maliciosos ou fornecer dados pessoais em ambientes fraudulentos.
O risco, no entanto, vai além do consumidor individual. Segundo o relatório de 2025 da Verizon, mais de 70% das violações de segurança envolvem o fator humano, seja por erro, negligência ou manipulação direta.
Esse cenário amplia o potencial de impactos financeiros e operacionais para empresas que não conseguem mitigar essas vulnerabilidades.
Para Igor Moura, COO da Under Protection, o comportamento dos criminosos acompanha o interesse público.
“Os criminosos acompanham o comportamento das pessoas. Quando há um pico de interesse, há também um aumento imediato de campanhas maliciosas com temas relacionados”.
“Isso inclui desde venda de ingressos falsos até links que simulam plataformas de streaming”.
A engenharia social, técnica baseada na manipulação psicológica do usuário, tornou-se o principal vetor desses ataques, ele explica.
Em vez de explorar falhas técnicas complexas, criminosos utilizam informações públicas para criar abordagens convincentes, induzindo vítimas a realizar ações críticas, como inserir credenciais ou efetuar pagamentos.
“O ataque hoje não começa no sistema, começa na pessoa. O criminoso usa informação pública, cria senso de urgência e direciona a vítima para uma ação que parece legítima”, explica o especialista, conforme divulgou a CNBC.
