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Violações na IA generativa envolvem dados sensíveis

Inteligência artificial notebook mãos Misto Brasília

A inteligência artificial já faz parte de nosso cotidiano/Arquivo/Alura

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Levantamento mostra também Código-fonte representa outros 21% dos incidentes, seguido por senhas e chaves de API, com 9%

Por Misto Brasil – DF

As ferramentas de IA generativa estão presentes em 100% das organizações monitoradas no Brasil. Operam em editores de texto, plataformas de atendimento, sistemas de gestão e aplicativos de produtividade.

Muitas vezes, funcionam nos bastidores, invisíveis às políticas de segurança que foram desenhadas para um ambiente corporativo que já não existe mais.

O Netskope Threat Labs Report Brasil 2026, divulgado pela Times Brasil, identifica que 64% das violações de políticas de dados em aplicações de IA generativa no país envolvem dados sensíveis, regulamentados, informações de clientes, registros financeiros e contratos sujeitos a normas de conformidade.

Código-fonte representa outros 21% dos incidentes, seguido por senhas e chaves de API, com 9%, e propriedade intelectual, com 7%.

O levantamento cobre o período de 1º de março de 2025 a 31 de março de 2026 e é baseado em dados de uso coletados pela plataforma Netskope One junto a organizações no Brasil.

Pela primeira vez, a adoção de IA generativa atingiu a totalidade das organizações monitoradas no Brasil. Ao mesmo tempo, a fatia de usuários que utiliza essas ferramentas ativamente saltou de 50% para 71% em um ano.

O avanço, porém, vai além do uso direto. Segundo o relatório, 96% dos usuários trabalham com ferramentas que incorporam recursos de IA generativa de forma indireta, sem que, muitas vezes, tenham consciência disso.

São editores de texto, plataformas de atendimento, sistemas de gestão e aplicativos de produtividade que operam com IA nos bastidores, processando e expondo dados sem passar pelos mesmos controles aplicados às ferramentas explicitamente aprovadas.

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