Não houve sobreviventes entre os 216 passageiros e 12 tripulantes a bordo da aeronave A330 fabricada pela Airbus
Por Misto Brasil – DF
Um tribunal de apelações francês condenou a Air France e a Airbus por homicídio culposo devido ao acidente de um voo Rio-Paris em 2009, que matou 228 pessoas, o pior desastre da história da aviação francesa.
A decisão do Tribunal de Apelação de Paris representou uma reversão drástica da decisão de um tribunal inferior.
Não houve sobreviventes entre os 216 passageiros e 12 tripulantes a bordo da aeronave A330 fabricada pela Airbus; entre os mortos, estavam 72 cidadãos franceses e 58 brasileiros.
O tribunal de apelações declarou que a companhia aérea francesa e a principal fabricante aeroespacial da Europa foram “as únicas e exclusivas responsáveis pela queda do voo AF447“, ordenando que cada uma pagasse € 225.000, a multa máxima por homicídio culposo corporativo.
Embora as penalidades sejam simbólicas, a decisão é vista como um dano significativo à reputação de ambas as empresas.
A Air France e a Airbus têm negado consistentemente qualquer responsabilidade criminal, atribuindo a culpa a erro do piloto.
A decisão do tribunal de primeira instância os absolveu em 2023, concluindo que as empresas cometeram erros, mas que não foi possível provar que elas causaram o acidente.
Mas na quinta-feira (21), o juiz presidente afirmou que o tribunal inferior não havia levado em consideração “a existência da cadeia causal dentro da qual as ações dos pilotos ocorreram e que levaram à morte de todos os passageiros”.
“O acidente com o voo AF447 era um desastre anunciado, que poderia ter sido evitado se cada uma das empresas envolvidas tivesse compreendido plenamente a gravidade da falha”, disse Sylvie Madec.
Ambas as empresas anunciaram que irão recorrer da decisão.
