Além das transferências irregulares de veículos, também foram identificadas a retirada de restrições e de multas
Por Misto Brasília – DF
A Polícia Civil do Distrito Federal realiza desde o início da manhã a Operação Ghost Operator que tem como principal suspeito um servidor do Departamento de Trânsito (Detran-DF).
Está sendo investigado a transferência irregular de propriedade de pelo menos 600 veículos com o uso, entre outros artifícios, de uma senha de outra servidora que não é considerada suspeita.
Assista logo abaixo o vídeo com o delegado-adjunto da 17ª DP, Thiago Boeing
Além das transferências irregulares de veículos, foram identificadas a retirada de restrições e de multas, sendo constatada no período da investigação uma movimentação de cerca R$ 1 milhão pelo grupo criminoso.
Segundo informou a Polícia Civil, as investigações iniciaram há um ano quando uma pessoa teve seu veículo transferido de seu nome de forma fraudulenta. A vítima procurou o Detran que realizou uma apuração interna.
A própria servidora procurou a delegacia, que iniciou uma apuração conjunta com o Detran, que identificou acessos externos irregulares ao sistema do Órgão para transferir os veículos indevidamente.
As apurações encontraram um esquema de cadastro irregular de processos de transferências de veículos sem documentação ou com documentação adulterada e posterior aprovação fraudulenta, mediante acesso externo ao sistema.
O esquema funcionava – segundo a polícia – com o auxílio de despachantes que cooptavam pessoas interessadas nos serviços do grupo, que custavam R$ 2 mil por transação fraudulenta.
Os pagamentos eram feitos na conta corrente da esposa do servidor, o qual efetivava as transações irregulares com o auxílio de terceiros.
Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão nas cidades de Brasília, Valparaíso/GO, Teresina/PI e Santiago/RS, além de medida de sequestro de valores.
