O alívio no cenário geopolítico sustentou parte do apetite por risco, especialmente em setores mais sensíveis ao ciclo econômico
Por Misto Brasil – DF
O dólar ganhou força com o aumento de aversão a risco doméstico e dados macroeconômicos. O cenário geopolítico seguiu no radar.
Nesta sexta-feira (29), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,0429, com alta de 0,22%.
O dólar destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,14%, aos 98.885 pontos.
O Ibovespa termina com baixa de 0,73%, aos 173.787,49 pontos.
As bolsas europeias encerraram o pregão desta sexta-feira em desempenho misto, sem uma direção única entre os principais índices do continente. O movimento foi influenciado por notícias geopolíticas e por dados econômicos divulgados ao longo do dia.
Os mercados reagiram a informações sobre uma possível extensão do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
As expectativas de uma redução nas tensões no Oriente Médio ganharam força após declarações do presidente Donald Trump, que mencionou avanços parciais nas negociações e a possibilidade de uma reunião considerada decisiva.
O alívio no cenário geopolítico sustentou parte do apetite por risco, especialmente em setores mais sensíveis ao ciclo econômico.
O ouro encerrou o pregão em alta motivada pelo avanço das negociações para o fim do conflito no Oriente Médio. A esperança de um desenrolar positivo nas questões geopolíticas colaborou para formação das previsões em relação aos juros, que também beneficiaram o resultado.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 1,33%, a US$ 4.593,0 por onça-troy, avançando 1,54% na semana. Já a prata para julho recuou 0,05%, a US$ 75,875 por onça-troy, perdendo 0,42% semanalmente.
O mercado de metais preciosos ganhou novo fôlego em meio às esperanças de um acordo, segundo o TD Securities.
