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Ônibus levam 7 minutos para percorrer um quilômetro

Rodoviária do Plano Piloto DF Misto Brasília

Detalhe do piso inferior da Rodoviária do Plano Piloto/Arquivo/Agência Brasília

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Estudo aponta causas e consequências dessa lentidão que afeta as populações mais pobres e que moram mais distantes

Por Misto Brasília – DF

Os ônibus coletivos no Distrito Federal levam, em média, sete minutos para percorrer apenas um quilômetro. O indicador, considerado alarmante, ajuda a explicar o longo tempo de deslocamento que marca a rotina de quem depende do sistema na capital federal.

Entre as regiões administrativas com maior comprometimento na velocidade média do transporte estão Paranoá, Park Way e SCIA.

Outras regiões também apresentam trechos críticos, com intervalos que variam de 5,93 a mais de 8 minutos por quilômetro.

A conclusão é de um estudo desenvolvido na dissertação de mestrado da urbanista Carlla Brito Furlan Pourre na Universidade de Brasília.

A pesquisadora explica que a lentidão não é apenas uma falha operacional, mas está ligada à forma como Brasília foi planejada.

“A cidade é marcada por forte dispersão territorial e baixa conectividade entre regiões, o que aumenta as distâncias percorridas”.

“A ausência de corredores exclusivos para ônibus faz com que o transporte público dispute espaço com veículos particulares, intensificando congestionamentos e atrasos”.

Um trajeto de 20 quilômetros pode levar cerca de 2 horas e 20 minutos.

A estimativa pode ser feita com base na distância entre regiões administrativas, calculada, por exemplo, por ferramentas como o Google Maps, multiplicada pelo tempo médio por quilômetro.

O indicador de tempo de percurso se conecta diretamente a temas como governança urbana e diagnóstico territorial.

A população de menor renda, que depende majoritariamente do transporte público e que habita áreas mais afastadas dos pólos de emprego e serviços (concentrados no Plano Piloto), é a mais afetada representando um custo social relevante.

“A combinação entre distância, menor oferta de infraestrutura e baixa prioridade ao transporte coletivo prolonga as viagens e limita o acesso a oportunidades”, explica Carlla.

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