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A dúvida é quem vai controlar o Estreito de Ormuz

Mar Vermelho estreito de Bab el-Mandeb Misto Brasil

Mapa da região estreito de Bab el-Mandeb, que fica próximo ao Estreito de Ormuz/Arquivo

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Mesmo com a diminuição das tensões, as vias navegáveis estratégicas estão cada vez mais sob gestão política

Por Misto Brasil – DF

Mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto, a confiança global pode não se recuperar totalmente, informa a agência de notícias Al Jazeera.

A agência destaca que a próxima fase da crise no Estreito de Ormuz poderá ser marcada menos por um bloqueio total e mais por um acesso restrito e condicionado.

“A afirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz já foi amplamente negociado pode acalmar os mercados temporariamente”, , ressalta a publicação.

“No entanto, o significado mais profundo da crise atual reside em outro lugar”.

Segundo a matéria, a questão central está mudando: não se trata mais de saber se as rotas comerciais permanecerão abertas, mas de quem controlará as condições de acesso.

Mesmo com a diminuição das tensões, as vias navegáveis estratégicas estão cada vez mais sob gestão política, o que torna o comércio global menos previsível e mais suscetível a riscos recorrentes.

Uma calmaria temporária pode reduzir as ameaças imediatas, mas não restaura a confiança e a estabilidade necessárias para a segurança econômica de longo prazo.

Esse ambiente em constante evolução exige que os mercados, as empresas e as seguradoras considerem a incerteza geopolítica persistente, não perturbações isoladas.

Como resultado, o comércio global não está entrando em colapso, mas se tornando cada vez mais condicionado e moldado pelo poder, pela negociação e pela pressão estratégica contínua, conclui o material.

Anteriormente, o chefe da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento da República Islâmica, Ebrahim Azizi, declarou à Sputnik que o retorno das condições de navegação no estreito de Ormuz à situação anterior ao ataque dos EUA e de Israel contra a República Islâmica está excluído.

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