Os híbridos perderam 25,2% e os modelos a combustão apenas 20%. Nos modelos de 2022, a desvalorização dos elétricos chega a 49,3%
Por Misto Brasil – DF
No mês de maio, o IBV Auto, índice do banco BV que mede a variação de preços de automóveis leves usados em todo o país, avançou 0,43%, registrando uma aceleração em relação ao observado no mês passado (+0,27%), mas ainda abaixo da média do trimestre, quando a variação foi de 0,72%.
No acumulado em 12 meses, a alta é de 6,94%.
Entre os destaques da divulgação está a comparação entre tipos de propulsão na manutenção do valor dos veículos, com um contraste nítido entre os modelos elétricos e a combustão.
Os elétricos lançados em 2023 acumulam desvalorização de 45,6% até maio de 2026.
Segundo o BV, os preços foram pressionados pela queda nos preços dos veículos novos e pelas estratégias agressivas das montadoras para acelerar a comercialização desses modelos.
No mesmo tempo, os híbridos perderam 25,2% e os modelos a combustão apenas 20%. Nos modelos de 2022, a desvalorização dos elétricos chega a 49,3%, enquanto os automóveis a combustão (modelos comparáveis) perderam apenas 13,4%.
O resultado de maio indica, na visão do economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani, uma oscilação dentro do esperado.
“O número mostra que o mercado não perdeu o ritmo. Esse comportamento é compatível com um ambiente no qual o consumo segue resiliente, mas começa a responder de forma mais sensível às condições financeiras, alternando meses de maior e menor demanda”, diz.
A variação nos preços foi influenciada pelo desempenho de modelos como o Renault Kwid (4,58%), Honda HR-V (1,85%) e Volkswagen Gol (1,60%), que contribuíram para a aceleração do índice em maio.
Na outra ponta, GM Onix, que puxou a alta por três meses consecutivos, registrou queda de 0,36% em maio. Sua versão sedan, Onix Plus, teve a retração mais significativa do período, com queda de 1,39%, seguido por Fiat Mobi (-1,14%) e Fiat Uno (-1,12%).
“O resultado de maio do IBV Auto sugere uma dinâmica mais equilibrada na formação dos preços, apontando para um mercado sustentado por uma demanda ainda relevante, mas com sinais de acomodação e maior seletividade”, diz o vice-presidente de varejo do banco BV, Jamil Ganan. (Texto do InfoMoney)
