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Mapa eleitoral favorece os Republicanos em Alabama

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Donald Trump durante discurso sobre a guerra contra o Irã/Arquivo/Reprodução/Rede social

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A suprema corte desconsiderou a maioria negra, ou uma parcela próxima a ela, em dois dos sete distritos eleitorais do estado

A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu na terça-feira (02) que o estado do Alabama use um mapa eleitoral (a divisão dos distritos eleitorais) que favorece o Partido Republicano, revertendo assim a decisão anterior de um tribunal que havia determinado que essa redistribuição de distritos intencionalmente discrimina eleitores negros.

A corte, que tem uma maioria conservadora de seis entre nove juízes, aprovou o recurso de emergência do estado para utilizar um mapa eleitoral adotado em 2023 e que apresenta uma população de maioria negra em apenas um de seus sete distritos eleitorais.

Na prática, a mudança elimina um de dois distritos onde os eleitores negros representam a maioria.

Os três juízes liberais da Suprema Corte divergiram da decisão e afirmaram que ela “desconsidera tanto os valores democráticos quanto o Estado de Direito“, anotou a Agência DW.

A liderança republicana do estado havia recorrido à Suprema Corte na semana passada, um dia após o tribunal de instância inferior ter recusado a permissão para que o estado utilizasse a divisão de distritos favorável aos republicanos.

O tribunal de primeira instância havia ordenado que o Alabama utilizasse a divisão elaborada pelo próprio tribunal (empregada nas eleições de 2024) e que levou dois democratas negros ao Congresso.

Por esse mapa eleitoral, os residentes negros constituem a maioria, ou uma parcela próxima a ela, em dois dos sete distritos eleitorais do estado. Os eleitores negros costumam apoiar candidatos democratas.

Logo após a decisão da Suprema Corte, a governadora do Alabama, Kay Ivey, do Partido Republicano, confirmou que o estado utilizará o mapa de 2023 nas primárias especiais para o Congresso, em quatro distritos, no dia 11 de agosto. Essas primárias foram adiadas por ela na expectativa de uma decisão favorável da Suprema Corte.

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