Em uma declaração , o líder do Hezbollah, Naim Kassem, classificou as negociações como “absurdas, humilhantes e insultuosas”
Por Misto Brasil – DF
O Hezbollah rejeitou o mais recente acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e o governo libanês na quinta-feira e exigiu a retirada completa de Israel do Líbano, já que a continuidade dos combates no país dificulta os esforços para pôr fim à guerra com o Irã.
Em uma declaração escrita lida na TV, o líder do Hezbollah, Naim Kassem, classificou as negociações como “absurdas, humilhantes e insultuosas”.
Ele afirmou que a exigência do acordo de que os combatentes do Hezbollah deixassem o sul do Líbano sob fogo inimigo significaria “rendição, derrota e a conquista dos objetivos do inimigo”.
“O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel”, disse ele, ressaltando que o Hezbollah não havia se comprometido a parar os combates.
“Enquanto nossas aldeias não estiverem seguras, forem bombardeadas e destruídas, e nosso povo for morto”, disse ele, o norte de Israel “não estará seguro”.
Os combates no Líbano, onde as forças israelenses tomaram grandes áreas do sul, ameaçam os esforços em curso para pôr fim à ameaça iraniana e reabrir o crucial Estreito de Ormuz, um ponto de trânsito fundamental para petróleo e gás. Seu fechamento abalou a economia global.
O Irã exigiu que qualquer trégua duradoura seja estendida para incluir o Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que enfrenta eleições ainda este ano, quer prosseguir com a ofensiva de Israel até que o Hezbollah deixe de representar uma ameaça.
O presidente dos EUA, Donald Trump, procurou minimizar o impasse diplomático e o fracasso dos cessar-fogos declarados em pôr fim aos combates.
Ele disse aos repórteres que, no Oriente Médio, “um cessar-fogo significa que os disparos são feitos de maneira mais moderada”.
