Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, o desafio passa a ser assegurar também a longevidade e a sustentabilidade financeira
Por Misto Brasil – DF
Um levantamento do Serasa Experian revela que 79% dos aposentados brasileiros subsistem com uma renda mensal inferior a R$2 mil, um montante que na maioria dos casos não consegue cobrir as despesas essenciais.
Para Gabriel Barros, diretor da SF Barros Contabilidade, a principal falha do brasileiro reside na falta de perspectiva de longo prazo.
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“Há uma propensão a adiar o planejamento previdenciário, tratando-o como um evento distante. Contudo, sob as regras vigentes, cada ano e até cada mês de contribuição afeta o valor final do benefício”.
“A omissão agora pode significar uma aposentadoria mais limitada no futuro”.
Ajustes aparentemente menores, como seis meses adicionais de contribuição, podem alterar substancialmente o cálculo do benefício.
“A depender do histórico do segurado, esse período representa uma variação no percentual da média salarial considerada. É um detalhe técnico, mas com um efeito palpável no bolso”.
Além da própria legislação, um ponto delicado reside na precisão dos dados registrados no sistema do INSS. Inconsistências no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) são recorrentes e têm o potencial de reduzir o tempo de contribuição reconhecido.
O planejamento da aposentadoria, no entanto, transcende a mera matemática previdenciária.
Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, o desafio passa a ser assegurar também a longevidade e a sustentabilidade financeira ao longo de décadas.
Para Marcos Ferreira, especialista em longevidade, pós-carreira e mercado securitário, o debate deve abranger a qualidade de vida e a autonomia financeira a longo prazo.
