O desempenho da América Latina é influenciado pela pressão de desvalorização sofrida por diversas moedas da região
Por Misto Brasil – DF
As projeções indicam uma redução de 50% na lucratividade na indústria global de aviação em decorrência dos impactos causados pelos conflitos no Oriente Médio e pelos altos preços do combustível.
No epicentro geográfico dos conflitos, projeta-se que as companhias aéreas do Oriente Médio entrem coletivamente no vermelho devido à fraca demanda e às interrupções operacionais.
Todas as demais regiões devem registrar lucros, embora em níveis inferiores às projeções anteriores, segundo a Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA).
A receita geral deve crescer 9,4%, atingindo $1,165 trilhão de dólares. A receita por tonelada-quilômetro disponível (ATK) deve expandir 8,8%.
Excluindo o período de recuperação pós-pandemia, um crescimento dessa magnitude só ocorreu recentemente em 2008.
Na época, o preço do combustível de aviação saltou 40% em termos anuais, e em 2010, após a crise financeira global de 2009 e a subsequente disparada no preço do combustível.
“Essas empresas estão fazendo um trabalho extraordinário para manter a conectividade, mas impactos financeiros expressivos são inevitáveis”, declarou Willie Walsh, Diretor-Geral da IATA.
América Latina
O desempenho da América Latina é influenciado pela pressão de desvalorização sofrida por diversas moedas da região em consequência da crise energética.
As condições de demanda na América Latina permanecem mais sensíveis em comparação a outras regiões do mundo.
É o reflexo de menores níveis de renda da população e de uma menor participação das viagens de negócios no total da demanda por transporte aéreo.
Os mercados de carga aérea podem registrar desaceleração, sobretudo nos países de perfil exportador.
Os fatores estruturais de demanda continuam vigentes, indicando um ajuste gradual, e não uma retração abrupta.
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