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Guerra da Ucrânia é mais longa que a Primeira Guerra

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A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022 e não tem previsão de terminar/Arquivo

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O conflito se tornou o que especialistas chamam de guerra de exaustão, também conhecida como guerra de posições ou guerra de desgaste

Por Misto Brasil – DF

Em 24 de fevereiro de 2022, quando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a invasão da Ucrânia e deu início à atual guerra, ele esperava que a sua “operação militar especial” em solo ucraniano fosse rápida.

E, de fato, no início da guerra os soldados russos avançaram rapidamente, chegando até mesmo às proximidades da capital ucraniana, Kiev.

Mas logo encontraram resistência da Ucrânia, e o plano inicial de tomar a capital e derrubar o governo ucraniano teve de ser abandonado já no fim de março.

Com o recuo russo, o conflito passou a se concentrar na região do Donbass, no leste ucraniano, e as conquistas territoriais passaram a ser lentas e pequenas.

Nesta quinta-feira (11), a guerra que deveria ser rápida completou 1.569 dias, tornando-se assim mais longa do que a Primeira Guerra Mundial – com a qual é frequentemente comparada.

Com o recuo russo de Kiev e de outras regiões ucranianas, logo nas primeiras semanas de guerra, o conflito se tornou o que especialistas chamam de guerra de exaustão (também conhecida como guerra de posições, guerra de desgaste ou guerra de atrito).

Ao contrário da guerra de movimento, a guerra de exaustão transcorre num local fixo, no qual o front permanece por um longo tempo inalterado, enquanto se busca impor pesadas perdas materiais e de pessoal ao inimigo, ao ponto da exaustão e do consequente colapso.

Muitos analistas já observaram que essa dinâmica lembra o que aconteceu na Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Mas, na guerra da Ucrânia, essa situação de um front quase inalterado, com soldados inimigos não muito distantes uns dos outros, tem uma diferença fundamental: o uso de drones.

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