As restrições promovidas pelo governo norte-americano na Copa do Mundo deixam os amantes do futebol indignados
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Tinha-me preparado para tratar da mania nacional dos poderosos de se apropriarem do Estado, seja esquerda ou direita, como se fosse deles, no velho patrimonialismo, tão bem explicado por Raimundo Faoro, em “Os Donos do Poder, Formação do Patronato Político Brasileiro”.
Aproveitando o ano eleitoral, quem pode anda arrancando um pedaço do Estado e da própria sociedade para si.
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Leia – série especial sobre a Copa do Mundo 2026
Mas hoje tem a abertura de Copa do Mundo. É impossível não se indignar à beira dessa festa em torno do esporte mais emocionante do planeta.
Adolf Hitler deixou negros e judeus – mesmo os detestando -, participarem da histórica Olimpíada de 1936, em Berlim, sem restrições.
O autocrata bandido de São Petersburgo, Vladimir Putin, não criou nenhuma restrição na Copa do Mundo da Rússia.
Donald Trump transforma os Estados Unidos a humilhar nacionalidades, sob complacência da FIFA, a entidade que tem mais filiados que a ONU, pois lhe enche os bolsos.
O país das liberdades entra pelas portas dos fundos de sua própria História.
Você aí que tem vergonha e acha que o Brasil é um país de ladrões, tenha certeza, tem gente pior do que você.
Só resta torcer, agora, que o esporte futebol nos emocione.
