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Maioria das mulheres no DF já vivenciou a violência

Mulher não se cale campanha DF Misto Brasil

Campanhas incentivam as denúncias contra a violência/Arquivo/Divulgação/SMDF

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É o que mostra uma pesquisa divulgada hoje pelo IpeDF que também identificou diferenças regionais sobre a percepção de violência

Por Misto Brasília – DF

Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal divulgada nesta sexta-feira (12), mostrou que 77,6% das mulheres relataram já ter vivido alguma situação de violência ao longo da vida.

Disseram também que 44,8% reconhecem ter sido vítimas e, entre essas, 15,4% ainda mantêm relação com o agressor.

A dependência financeira aparece como principal fator associado à violência por parceiros íntimos.

O estudo também aponta dificuldade no reconhecimento de formas de violência: 49,4% dos entrevistados não consideram que negar acesso ao próprio dinheiro seja sempre violência.

Apenas 33,8% das mulheres e 19,7% dos homens identificaram corretamente todas as situações apresentadas.

Persistem ainda percepções distorcidas sobre o papel da mulher, com concordância a frases como “toda mulher é um pouco histérica” (35,4%), “mulher é o sexo frágil” (34,9%) e “tem mulher que é pra casar, tem mulher que é pra cama” (33,3%), mais naturalizadas entre os homens.

A pesquisa inédita Panorama da Violência contra a Mulher no DF, identificou diferenças regionais.

Em áreas de maior renda, a percepção do aumento da violência é menor, mas o reconhecimento das situações de violência é mais preciso. Em regiões de menor renda ocorre o inverso.

O levantamento foi realizado em duas etapas: aplicação de questionário a 5.093 pessoas, em 80 pontos de grande circulação em todas as regiões administrativas.

O levantamento, considerado o primeiro desse porte feito por um ente federativo no país, ouviu mais de 5 mil pessoas e 39 autores de feminicídio presos no Complexo da Papuda.

O estudo deve subsidiar o aperfeiçoamento de políticas públicas de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres.

“Esse recorte precisa ficar muito claro. Foi uma etapa importante da pesquisa para entender as motivações desses autores”, observou o presidente do IpeDF, Manoel Clementino, conforme a Agência Brasília.

Na divulgação do levantamento, a governadora Celina Leão (PP),  informou que irá assinar um decreto ainda hoje para institucionalizar essa pesquisa.

“Para que ela seja feita de dois em dois anos, para que a gente tenha um perfil e parâmetros verdadeiros de como isso acontece aqui no Distrito Federal”.

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