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Acordo define retirada de militares da região do Irã

Casa Branca quintal Estados Unidos Misto Brasil

Detalhe da Casa Branca, residência e escritório do presidente dos Estados Unidos/Arquivo/Divulgação

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Está previsto a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução, com participação dos países do Golfo

Por Misto Brasil – DF

Oficiais da Casa Branca, sob condição de anonimato, ditaram via ligação telefônica o texto do acordo para veículos de comunicação norte-americano, informou a rede televisiva CBS.

Anunciado e assinado eletronicamente no domingo (14), o texto, intitulado “Memorando de Entendimento de Islamabad entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã”, contará com uma cerimônia de assinatura presencial no complexo hoteleiro de Buergenstock, na Suíça, na sexta-feira.

O evento foi confirmado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

O memorando, um texto inicial que permite as bases para discussões de um acordo maior, visa selar a paz entre os países, após mais de três meses de conflito.

Se implementado integralmente, define a retirada de militares norte-americanos da região; a suspensão gradual das sanções econômicas e das restrições comerciais ao Irã, incluindo o petróleo, e o monitoramento do programa nuclear de Teerã.

Também estão previstas a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução, com participação dos países do Golfo, a liberação de ativos iranianos congelados, e a criação de um mecanismo de administração dos serviços marítimos do estreito de Ormuz, compartilhado entre o Irã e Omã.

Paralelamente, a Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA), confirmou o texto divulgado pela mídia norte-americana com fontes diplomáticas iranianas.

Além disso, o texto define o cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano, e prevê um prazo de 60 dias para a elaboração de um documento final. À repórteres, o presidente Donald Trump afirmou que a data não é tão rígida, e pode ser estendida se Teerã demonstrar estar cooperando.

Caso contrário, ações militares voltaram a acontecer.

Segundo Trump, o Irã poderá seguir desenvolvendo misseis balísticos. Ele argumentou que outros países da região mantêm arsenais, como Arábia Saudita e Catar, e que não seria um problema o Irã tê-los “proporcionalmente”.

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