O presidente brasileiro esteve mais uma vez no encontro dos mais ricos, mas não conversou com o presidente Donald Trump
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Se a segunda-feira não foi boa para Flávio Bolsonaro, a terça-feira não foi nada boa para o presidente Lula da Silva, suas pretensões diplomáticas e para os empresários e trabalhadores dos etores que podem enfrentar um tarifácio dos Estados Unidos da ordem de 37,5% a partir de julho.
Em 3 de junho, Lula disse que iria à reunião do G7 em Evian, na França, para colocar ordem na casa. Ele disse, no outro momento, que Donald Trump lhe devia uma conversa sobre tarifas.
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Lula da Silva é o chefe de Estado vivo que mais foi a reuniões desse grupo dos ricos do mundo, que já teve a Rússia e nunca teve a China.
Essa turma hoje só quer saber do fim da guerra do Irã e da guerra entre Rússia e Ucrânia. Lula da Silva, em sua fala, defendeu mais solidariedade internacional.
Mas essa turma não está nem aí com sua nobre fala. Só pensam na inflação em seus países, as favas com os pobres do mundo. Lula da Silva e Trump não se encontraram nem na base do esbarrão.
Lula da Silva deu satisfação à turma do tarifáço, mas na prática suas diferenças com Donald Trump lhe são favoráveis, como mostram as pesquisas.
Pode ter sido ruim para o ego diplomático de Lula, mas foi bom para suas pretensões eleitorais.
