Ícone do site Misto Brasil

Paradas de ônibus superfaturadas geram condenação no DF

Paradas de önibus pinturas artistas Sobradinho DF Misto Brasil

Parada de ônibus são coloridas na cidade de Sobradinho, no Distrito Federal/Arquivo/Reprodução vídeo

Compartilhe:

Auditoria do TCDF revela que governo pagou acima do preço de mercado por abrigos; construtora terá que ressarcir cofres públicos

Por Misto Brasília – DF

Uma fiscalização do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) revelou que a instalação de abrigos em pontos de ônibus no DF custou aos cofres públicos mais do que o praticado pelo mercado.

O superfaturamento, que chegou a cerca de 18% por unidade instalada, resultou na condenação da empresa Rio Platense Construções, Projetos e Consultorias Ltda., que terá de devolver R$ 2,24 milhões ao erário local.

O prejuízo foi comprovado em uma Tomada de Contas Especial que analisou o Contrato nº 23/2012, firmado originalmente com o antigo DFTrans (Transporte Urbano do Distrito Federal). A parceria, orçada inicialmente em R$ 6,2 milhões, previa a entrega de 482 estruturas para os passageiros.

A Diferença nos Custos

A área técnica do tribunal confrontou as notas do projeto com tabelas de referência e identificou distorções claras nos dois modelos de abrigos instalados na capital:

O rombo na época foi calculado em R$ 1,12 milhão. Contudo, após as correções inflacionárias e juros calculados até março de 2025, o montante cobrado passou a ser de R$ 2,24 milhões.

O valor final ainda receberá novas atualizações até o dia do pagamento.

Os auditores do TCDF mapearam que o encarecimento da obra se deu por itens considerados sem justificativa técnica ou claramente superestimados.

A planilha do contrato embutiu o uso excessivo de caminhões-guindaste (guindauto), cobrança por moldes metálicos acima do necessário e o uso de concreto bombeado sem qualquer comprovação de necessidade nas calçadas.

Além de mirar na construtora, o TCDF aplicou sanções administrativas aos fiscais do contrato. Três ex-gestores do DFTrans tiveram suas contas julgadas irregulares e dois deles receberam multas individuais de R$ 11,4 mil por terem homologado os pagamentos em desacordo com as normas públicas.

Sair da versão mobile