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Copa do Mundo: os diversos “M” da Argentina

Copa do Mundo 2026 Messi comemora Argentina Misto Brasil

Lionel Messi supera Klose e vira maior artilheiro das Copas/Fifa

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Na verdade, é um privilégio assistir aos jogos da Argentina, mesmo sabendo da rivalidade futebolística com o Brasil

Por André César – SP

No jogo contra a Áustria, Lionel Messi bateu o recorde de gols em Copas do Mundo. Sobre o craque argentino não há muito mais o que falar: gênio, único, um jogador diferenciado – um autêntico ET está entre nós.

Na verdade, é um privilégio assistir aos jogos da Argentina, mesmo sabendo da rivalidade futebolística (e em outros campos) com o Brasil. Sem exagero, com suas atuações, Messi atingiu o estado da arte.

Leia – acompanhe a série especial da Copa do Mundo 2026

Para além de Messi, temos Diego Armando Maradona, o fabuloso jogador que conquistou praticamente sozinho o título do mundial de 1986, realizado no México.

Impossível esquecer em especial a vitória dos argentinos sobre a Inglaterra, com o desempenho magistral do craque – dois gols antológicos, sendo que um foi o notório “mano de Dios” e o segundo com uma fileira de ingleses driblados pelo “hermano” (sete ao todo).

Lembrando do contexto político dessa partida, quatro anos antes a Inglaterra derrotara a Argentina na Guerra das Malvina, uma aventura desastrada capitaneada por uma Buenos Aires visivelmente sem condições de enfrentar os súditos da rainha.

O evento estava entalado na garganta argentina e Maradona, de certo modo, vingou a população.

Outro M importante na história de nossos vizinhos são os militares, de triste memória. A já citada Guerra das Malvinas foi obra do já claudicante regime militar, com o general Leopoldo Galtieri no comando das operações. O resultado final traumatizou a população local e acelerou a queda do regime.

A Copa do Mundo de 1978, por sinal, foi usada como instrumento de propaganda da ditadura. Foi um campeonato enviesado no terreno do futebol e, mais grave, torturas eram praticadas aos dissidentes enquanto a seleção nacional estava em campo. Sem comentários.

Ainda sobre os militares, importante não deixar passar as Mães da Plaza de Mayo, que se reúnem regularmente com imagens de filhos e netos para cobrar seus paradeiros. Como se sabe, eles foram literalmente sequestrados pelo regime. Uma tragédia.

Por fim, chegamos ao atual presidente Javier Milei. Autoproclamado “libertário”, ele chegou à Casa Rosada com um discurso anti establishment e, após de um início de mandato até surpreendente, vê hoje seu governo enfrentando sérios problemas econômicos e sociais. Tal como um tango, a Argentina vive seus graves dramas.

Enfim, muitas histórias, algumas felizes, outras não. Mais um exemplo de que o futebol, de certo modo, pode diminuir as dores de um país, mesmo que em um curto espaço de tempo.

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