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Keiko Fujimori é eleita presidente do Peru

Keiko Fujimori quando concedia entrevista coletiva para os jornalistas/Arquivo/Reprodução rede social

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Com 99,86% das urnas apuradas, a direitista alcançou uma margem de votos necessária para vencer o segundo turno

Por Misto Brasil – DF

A candidata Keiko Fujimori foi eleita por uma pequena margem de votos, presidente do Peru. O seu adversário, Roberto Sánchez, não tem mais condições matemáticas de reverter os votos.

Com 99,86% das urnas apuradas, a direitista alcançou uma margem de votos necessária para vencer o segundo turno e se tornar a próxima presidente do Peru.

O Júri Eleitoral Especial (JEE) Lima Centro 2 declarou inadmissível o pedido de anulação de ofício apresentado pelo representante legal da organização política Juntos por el Perú em relação aos votos gerados em todas as seções eleitorais no exterior durante o segundo turno das eleições de 7 de junho.

O pedido inclui as seções eleitorais correspondentes aos consulados dos continentes africano, norte-americano, central e caribenho, sul-americano, asiático e do Oriente Médio, europeu e oceânico, conforme a Agência Andina.

Fujimori tem 50,11% dos votos válidos, contra 49,88% de  Roberto Sánchez, com uma diferença estreita de 43.386 votos que já não poderá ser revertida, pois restam aproximadamente 26.200 votos a serem contabilizados para ambos os candidatos.

O líder do partido Juntos pelo Peru, que anunciou que não reconhecerá o governo de Fujimori, baseou seu pedido de anulação da votação no exterior ao considerar que, supostamente, esses votos foram comprometidos.

Os percentuais da apuração se invertem caso sejam excluídos os votos do exterior, de modo que Sánchez alcançaria 50,11% dos votos válidos, com 38.007 votos a mais do que a filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que ficaria com 49,88%.

A autoridade eleitoral declarou que considera improcedente o pedido de Sánchez para anular os votos de peruanos no exterior. O resultado oficial do segundo turno deve ser anunciado até meados de julho.

A candidata conservadora, de 50 anos, concorreu à Presidência pela quarta vez, tendo chegado ao segundo turno em todas as três campanhas anteriores – um histórico que ressalta tanto sua resiliência quanto sua influência polarizadora na política peruana.

A ex-deputada lidera o partido conservador Força Popular e é a filha mais velha do ex-presidente Alberto Fujimori, ditador que governou de 1990 a 2000 antes de ser preso por acusações de corrupção e violações dos direitos humanos, informou a DW.

Sua campanha se baseou fortemente em uma mensagem de defesa da lei e da ordem, ecoando as políticas de segurança militarizadas associadas à Presidência de seu pai na década de 1990.

Fujimori terá diante de si o desafio de governar para um país altamente dividido, em que uma parcela considerável dos eleitores critica o legado político de seu pai.

Mas, diferentemente de seus antecessores no cargo — foram nove nos últimos dez anos —, ela deverá usufruir de maior estabilidade no ofício, já que mudanças na Constituição tornaram mais difícil destituir um presidente.

 

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