Os bombeiros não dão conta da demanda, e o maquinário pesado para levantar escombros também é escasso
Por Misto Brasil – DF
Contam-se aos milhares as pessoas que nesta quinta-feira (25) estão do lado de fora das edificações em La Guaira, estado onde o desespero é sentido no ar diante da pouca presença de autoridades e de equipes de resgate após os terremotos desta quarta-feira na Venezuela.
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Leia – terremoto na Vanezuela provocou pelo menos 164 mortes
Os bombeiros não dão conta da demanda, e o maquinário pesado para levantar escombros também é escasso.
Mães, irmãs, tios e maridos choram por seus entes queridos que ficaram presos entre os edifícios desabados, enquanto outros não saem do estado de choque e não têm ideia do que farão agora.
Também não sabem ao certo onde há abrigos.
Viaturas dos órgãos de segurança circulam pelas ruas, mas não dão instruções.
Inúmeras mensagens de familiares dentro e fora da Venezuela sobre desaparecidos inundaram nesta quinta-feira (25/06) várias redes sociais, depois que dois potentes terremotos atingiram o país na quarta-feira.
“Desaparecidos, estamos procurando!”, “Não sabemos nada dele”, “Preciso de informações sobre eles” e “Ajudem-nos a encontrá-las” são alguns dos textos que acompanham nomes, fotografias e outros dados sobre os desaparecidos, de diferentes idades, colocados nas publicações, onde também há números de contato.
A missão de direitos humanos da ONU na Venezuela pediu nesta quinta-feira (25/06) para autoridades venezuelanas desbloquearem o acesso às redes sociais e a sites de veículos de imprensa após os terremotos que atingiram o país.
“Nas próximas horas e dias, o acesso à informação será uma questão de vida ou de morte“, declarou a Missão de Apuramento de Fatos da ONU sobre a Venezuela em comunicado, acrescentando estar “profundamente alarmada e entristecida”.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou nesta quinta-feira (25/06) que o número de mortos em decorrência dos dois potentes terremotos que sacudiram o país chegou a 164 e o de feridos a 971.
“No momento, a cifra que já temos registrada é de 164 mortos, 971 feridos, com 30 réplicas que ocorreram desde os dois eventos principais consecutivos que tivemos às seis horas da tarde (horário local)”, afirmou a mandatária.
Mapa do epicentro na Venezuela

Ajuda estrangeira
A mobilização internacional em torno dos terremotos que atingiram a Venezuela segue em expansão, com novos anúncios de apoio humanitário e reforço nas operações de resgate.
O abalo de magnitudes 7,5 foi classificado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) como o mais forte registrado no país desde 1900.
No Brasil, o presidente Lula da Silva determinou o acompanhamento da situação pelo Ministério das Relações Exteriores e expressou solidariedade ao povo venezuelano, destacando a disposição do país em colaborar com os esforços de recuperação e assistência às vítimas.
O papa Leão 14 enviou uma ajuda emergencial inicial de 100 mil euros (R$ 592,4 mil) para a Venezuela, atingida por terremotos, informou o Vaticano nesta quinta-feira (25/06).
Os recursos serão provenientes da Esmolaria Apostólica, órgão do Vaticano responsável pelas obras de caridade do papa e pela assistência a populações em situação de dificuldade.
Segundo o Vatican News, portal oficial de notícias do Vaticano, trata-se de “uma contribuição inicial” destinada a apoiar os esforços de socorro e assistência emergencial.
A França enviará 85 socorristas para a Venezuela, anunciou o presidente francês, Emmanuel Macron, após conversar com sua homóloga venezuelana, Delcy Rodríguez.
Macron expressou a Rodríguez, durante uma conversa nesta quinta-feira, a solidariedade da França ao povo venezuelano e sua disposição, “juntamente com seus parceiros europeus”, de prestar assistência, escreveu o presidente francês na rede social X.
“Uma equipe de socorristas franceses especializada em operações de busca e resgate em estruturas colapsadas será enviada imediatamente”, acrescentou Macron. (Com agências AFP, DW, Estadão)