O índice aponta estabilidade financeira em relação ao ciclo de 2024 e consolida uma trajetória de crescimento de longo prazo
Por Misto Brasília – DF
A produção rural do Distrito Federal gerou um impacto econômico de R$ 5,8 bilhões em 2025, de acordo com o relatório anual do Valor Bruto da Produção (VBP) consolidado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF).
O índice aponta estabilidade financeira em relação ao ciclo de 2024 e consolida uma trajetória de crescimento de longo prazo, com o faturamento do campo registrando avanço superior a 100% frente aos R$ 2,3 bilhões apurados em 2016, início da série histórica regional.
O levantamento técnico, fundamentado em dados estatísticos de mais de 300 cadeias produtivas rurais, aponta a pecuária como a principal força econômica do setor no DF, somando R$ 2,2 bilhões do montante global.
O segmento, que engloba 21 itens de comercialização, obteve um incremento de 5,05% no volume físico produzido em comparação com o ano anterior, impulsionado pela avicultura industrial, produção de matrizes reprodutoras, suinocultura e pecuária de corte.
As grandes culturas de grãos ocupam a segunda posição do indicador econômico, movimentando R$ 1,7 bilhão nas fazendas locais. O cultivo de soja, milho, feijão e a produção de milho para silagem fundamentam os índices de produtividade da região, seguidos de perto pelo setor hortifrutigranjeiro.
Autossuficiência e diversificação de mercado
A olericultura registrou faturamento aproximado de R$ 1,4 bilhão, garantindo ao mercado consumidor do Distrito Federal a autossuficiência no abastecimento interno de hortaliças e folhosas, com destaque comercial para a colheita de tomate, alface, morango, couve e cenoura.
A receita das demais atividades rurais distribuiu-se nos seguintes nichos do agronegócio:
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Floricultura: R$ 265 milhões na produção de plantas ornamentais
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Fruticultura: R$ 240 milhões em frutas diversas
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Silvicultura: R$ 28 milhões no manejo de florestas plantadas
O levantamento estatístico da Emater-DF cruza as medições de campo realizadas por técnicos extensionistas com a precificação praticada pelas centrais de abastecimento, servindo como base técnica para a formulação de políticas públicas voltadas ao abastecimento regional e desenvolvimento agrário.
